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Rabobank se destaca no Brasil com liderança em atuação socioambiental em 2024

- O Rabobank lidera o Ranking de Atuação Socioambiental (Rasa) 2024 com nota 36,4. - BTG Pactual e Sicredi seguem em segundo e terceiro lugares, respectivamente. - A diretora Luciane Moessa critica a análise insuficiente de riscos socioambientais. - Muitos bancos limitam avaliações a transações acima de R$ 10 milhões. - A gestão de riscos climáticos é considerada superficial e incompleta.

A subsidiária do banco holandês Rabobank destacou-se como a instituição financeira com o melhor desempenho em inclusão de critérios socioambientais para concessão de crédito em 2023, segundo o relatório Ranking de Atuação Socioambiental (Rasa) 2024. Elaborado pela associação Soluções Inclusivas Sustentáveis, com apoio do Instituto Clima e Sociedade, o Rasa atribuiu ao Rabobank uma nota […]

A subsidiária do banco holandês Rabobank destacou-se como a instituição financeira com o melhor desempenho em inclusão de critérios socioambientais para concessão de crédito em 2023, segundo o relatório Ranking de Atuação Socioambiental (Rasa) 2024. Elaborado pela associação Soluções Inclusivas Sustentáveis, com apoio do Instituto Clima e Sociedade, o Rasa atribuiu ao Rabobank uma nota de 36,4 de 100. O BTG Pactual e a cooperativa Sicredi seguiram na lista, com notas de 35,4 e 31,5, respectivamente. O ranking também incluiu Itaú (26,9), Banco do Brasil (24) e Bradesco (23,2).

O Rasa avalia a composição do portfólio das instituições financeiras em relação a critérios como gestão de riscos, perfil de risco socioambiental e a localização das atividades financiadas. Luciane Moessa, diretora da Soluções Inclusivas Sustentáveis, observou que, embora as notas tenham aumentado, elas ainda são consideradas baixas. O Banco do Brasil, por exemplo, subiu da oitava para a quinta posição, enquanto a Sicredi avançou do quinto para o terceiro lugar, quase dobrando sua pontuação.

Moessa destacou que a baixa pontuação se deve ao fato de que o volume de transações com riscos socioambientais não avaliadas é muito maior do que o de transações que passam por avaliação. O Banco do Brasil, por exemplo, avalia riscos apenas em transações acima de R$ 10 milhões, enquanto a Caixa utiliza um limite de R$ 8 milhões. Essa abordagem demonstra uma gestão de riscos climáticos e socioambientais insuficiente.

Além disso, a diretora criticou a superficialidade das avaliações de risco ambiental realizadas pelas instituições financeiras. Segundo ela, os bancos não consultam todas as bases de dados relevantes e, ao verificar áreas para concessão de crédito, utilizam apenas informações do Ibama, ignorando dados de órgãos estaduais que podem ser mais abrangentes. Em estados como Mato Grosso, o órgão ambiental estadual embarga áreas com muito mais frequência do que o Ibama.

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