A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um processo administrativo após a construtora PDG informar sobre uma proposta de compra falsa. Na quarta-feira, a PDG anunciou que a Sun Hung Kai Properties (SHKP), empresa chinesa, teria oferecido até R$ 171,7 milhões pela companhia. As ações da PDG, que valem apenas R$ 0,01, dobraram de valor […]
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um processo administrativo após a construtora PDG informar sobre uma proposta de compra falsa. Na quarta-feira, a PDG anunciou que a Sun Hung Kai Properties (SHKP), empresa chinesa, teria oferecido até R$ 171,7 milhões pela companhia. As ações da PDG, que valem apenas R$ 0,01, dobraram de valor no pregão seguinte, embora a capitalização de mercado da empresa seja de pouco mais de R$ 17 milhões.
O aumento expressivo no valor das ações, que resultou em um giro financeiro 13 vezes maior que o habitual, chamou a atenção do mercado. No entanto, a SHKP desmentiu a proposta ao site “Monitor do Mercado”, afirmando que não havia enviado qualquer oferta à PDG. Em resposta, a construtora emitiu um comunicado esclarecendo que a proposta era não solicitada e que não houve interação formal com a suposta compradora.
A PDG também informou que, após receber a proposta, tentou contato preliminar com o remetente, mas sem obter informações adicionais. A empresa tomou conhecimento da negativa da SHKP e reforçou que está investigando a origem da proposta e as notícias relacionadas, com a possibilidade de tomar medidas legais para sua proteção.
Diante dos fatos, a CVM decidiu abrir um processo preliminar para avaliar se o caso deve ser transformado em um inquérito ou em um processo sancionador, que incluiria acusações formais e julgamento. A situação destaca a importância da transparência e da verificação de informações no mercado financeiro.
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