A carta mensal da gestora brasileira Dynamo gerou polêmica no Fintwit ao criticar a gestão passiva e alertar sobre os riscos associados a investimentos em produtos como ETFs (fundos de índice). A gestora argumenta que esses fundos não realizam análise fundamentalista, o que pode levar a distorções no mercado e até a uma bolha. Em […]
A carta mensal da gestora brasileira Dynamo gerou polêmica no Fintwit ao criticar a gestão passiva e alertar sobre os riscos associados a investimentos em produtos como ETFs (fundos de índice). A gestora argumenta que esses fundos não realizam análise fundamentalista, o que pode levar a distorções no mercado e até a uma bolha. Em suas palavras, “a dúvida é o quanto mais espaço pode ocupar e se há limites para além dos quais o encanto pode virar abóbora”.
A reação do mercado foi mista, com críticas predominantes. O especialista em investimentos Rafael Zattar apoiou a Dynamo, afirmando que os ETFs podem estar criando uma “bolha silenciosa”. Em contrapartida, Pedro Mota, da Nu Asset, considerou que a carta apresenta um viés e defendeu a necessidade de coexistência entre gestão ativa e passiva, ressaltando que a Dynamo busca justificar sua posição no mercado.
João Paulo Fernandes, CEO da Casa Investimentos, destacou que a discussão sobre bolhas causadas por fundos indexados é comum em mercados internacionais e não possui evidências concretas. Ele citou um estudo da Vanguard que indica que o crescimento dos fundos passivos não aumentou a volatilidade do mercado. Os dados globais mostram que a gestão ativa enfrenta dificuldades, com 91% dos fundos de renda variável no Brasil não superando seus benchmarks em dez anos.
Apesar das críticas à gestão ativa, o fundo Dynamo Cougar se destacou, superando o Ibovespa em diversos períodos. Nos últimos 36 meses, o fundo teve uma alta de 12,5%, enquanto o índice caiu 3,1%. Fernandes acredita que a coexistência entre gestão ativa e passiva é crucial para o equilíbrio do mercado, afirmando que ambos os modelos têm seu espaço.
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