Com a taxa básica de juros elevada, a renda fixa no Brasil continua atraente, com retornos próximos a 15,95% ao ano. No entanto, uma alternativa dentro dessa categoria são os precatórios judiciais, que podem oferecer rendimentos até 431% superiores ao CDI. Precatórios são ordens de pagamento emitidas pela Justiça, representando dívidas de entes públicos com […]
Com a taxa básica de juros elevada, a renda fixa no Brasil continua atraente, com retornos próximos a 15,95% ao ano. No entanto, uma alternativa dentro dessa categoria são os precatórios judiciais, que podem oferecer rendimentos até 431% superiores ao CDI. Precatórios são ordens de pagamento emitidas pela Justiça, representando dívidas de entes públicos com credores que venceram ações contra o Estado. Apesar da segurança do pagamento, o prazo para recebimento pode ser longo, chegando a 13 anos em São Paulo, o que leva muitos credores a vender seus precatórios com desconto.
Atualmente, existem precatórios que podem dobrar os rendimentos dos títulos de renda fixa. Segundo Valter Police, especialista da Droom Investimentos, o retorno pode variar entre 20% a 30% ao ano, composto por deságio e correção pela Selic. Para investir, é possível optar por fundos de direitos creditórios (FDICs) ou por meio de tokens, sendo que os FDICs exigem aportes elevados, enquanto a tokenização permite investimentos a partir de R$ 50. A plataforma PeerBr oferece ativos com rentabilidades de até 20% ao ano, com cotas a partir de R$ 500.
Entretanto, o mercado de precatórios apresenta riscos, como a falta de liquidez e incertezas quanto ao prazo de pagamento. Police alerta que a possibilidade de não conseguir resgatar o investimento rapidamente é alta, devido à falta de um mercado secundário desenvolvido. Além disso, fatores econômicos e orçamentários podem causar atrasos nos pagamentos. A Droom Investimentos simulou um investimento de R$ 10 mil em precatórios e CDI, revelando que, em um ano, os precatórios superaram o CDI em 4,8%, e em dez anos, a diferença chegou a 431,5%.
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