O Ibovespa apresenta um crescimento de cerca de 6% em 2025, mas o cenário para o restante do ano é repleto de incertezas, especialmente em relação à política fiscal interna e ao ambiente externo, influenciado por novas medidas do presidente dos EUA, Donald Trump. Em um relatório elaborado por Fernando Ferreira e sua equipe, os […]
O Ibovespa apresenta um crescimento de cerca de 6% em 2025, mas o cenário para o restante do ano é repleto de incertezas, especialmente em relação à política fiscal interna e ao ambiente externo, influenciado por novas medidas do presidente dos EUA, Donald Trump. Em um relatório elaborado por Fernando Ferreira e sua equipe, os estrategistas da XP delinearam um guia sobre a volatilidade do mercado brasileiro e as melhores estratégias de posicionamento diante de quatro cenários distintos.
No primeiro cenário, que considera medidas políticas favoráveis ao mercado, a XP recomenda ações de empresas com forte exposição governamental, como Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), que se beneficiariam do fechamento da curva de juros. O segundo cenário, de baixa volatilidade, sugere o uso de estratégias de opções, como a zero-cost dollar, que protege perdas em posições principais. O terceiro cenário, que aborda a deterioração fiscal, favorece um posicionamento defensivo, priorizando ações de exportadoras e setores sensíveis ao câmbio, como WEG (WEGE3) e BRF (BRFS3).
No quarto cenário, que considera tarifas mais altas nos EUA, os estrategistas da XP não acreditam que o Brasil será um foco da política externa americana, mas destacam que a proposta de tarifas globais pode impactar as exportações brasileiras, especialmente de petróleo e aço. Embora algumas isenções tenham sido concedidas anteriormente, a incerteza sobre a continuidade dessas medidas persiste. Além disso, a expectativa é de que tarifas possam resultar em um dólar mais forte, mas também em um cenário de inflação doméstica e aumento das taxas de juros, o que poderia atrair capital estrangeiro.
Os analistas da XP ressaltam que, apesar das incertezas, há um valor significativo nas ações brasileiras, mas recomendam uma exposição defensiva e de alta qualidade, considerando o atual cenário macroeconômico de juros elevados e volatilidade. A volatilidade implícita e realizada do Ibovespa está em níveis mínimos históricos, mas a expectativa é de que uma maior volatilidade se aproxime, dada a natureza binária dos cenários apresentados.
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