O maior grupo de financiamento climático para bancos, a Net-Zero Banking Alliance (NZBA), está considerando mudanças significativas em sua operação após a saída de grandes instituições. A aliança, que representa mais de 40% dos ativos bancários globais, pode abandonar a exigência de que seus membros alinhem seus portfólios com a meta de limitar o aquecimento […]
O maior grupo de financiamento climático para bancos, a Net-Zero Banking Alliance (NZBA), está considerando mudanças significativas em sua operação após a saída de grandes instituições. A aliança, que representa mais de 40% dos ativos bancários globais, pode abandonar a exigência de que seus membros alinhem seus portfólios com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Essa revisão estratégica, que está em andamento, visa adaptar a aliança a novas condições de mercado.
Recentemente, a NZBA enfrentou um período turbulento, com a saída do Goldman Sachs e do JPMorgan Chase, que deixaram a aliança após a vitória de Donald Trump nas eleições de 2020. Com isso, nenhum grande banco dos EUA permanece na NZBA, e os bancos canadenses também seguiram o exemplo. A aliança agora busca explorar uma “próxima fase” e avaliar como pode continuar a agregar valor aos seus membros.
As discussões atuais incluem a possibilidade de estabelecer um novo limite de “bem abaixo de 2°C”, em vez de manter a meta de 1,5°C do Acordo de Paris. Além disso, a NZBA pode remover as emissões financiadas como única métrica de desempenho climático, considerando outras medidas. O grupo diretor se reunirá no final deste mês para definir planos e apresentar propostas aos signatários em março.
Enquanto isso, bancos que deixaram a aliança, como o JPMorgan e o Citigroup, afirmaram que continuarão a apoiar a transição para um futuro de baixo carbono, focando também na segurança energética. Por outro lado, credores europeus e asiáticos, como o HSBC, sinalizaram apoio à NZBA, mas com cautela em relação a compromissos futuros, refletindo a incerteza sobre o futuro das alianças net zero nos EUA sob a nova administração.
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