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Grupo climático reconsidera meta de 1,5ºC após saída de grandes bancos

- A Net-Zero Banking Alliance (NZBA) enfrenta saídas de grandes bancos, como Goldman Sachs e JPMorgan Chase, após a vitória de Donald Trump, comprometendo sua influência no financiamento climático. - A aliança considera abandonar a meta de 1,5°C, adotando um novo limite de "bem abaixo de 2°C", o que representaria um desvio significativo de seus princípios fundacionais. - A revisão estratégica da NZBA, em andamento há quase um ano, busca adaptar-se às novas condições do mercado e evitar mais deserções de membros. - Apesar das saídas, bancos europeus e asiáticos, como o HSBC, ainda demonstram apoio à NZBA, embora com ressalvas sobre compromissos futuros. - O futuro das alianças net zero nos EUA é incerto, com o governo Trump criticando abertamente essas iniciativas, colocando em risco sua continuidade.

O maior grupo de financiamento climático para bancos, a Net-Zero Banking Alliance (NZBA), está considerando mudanças significativas em sua operação após a saída de grandes instituições. A aliança, que representa mais de 40% dos ativos bancários globais, pode abandonar a exigência de que seus membros alinhem seus portfólios com a meta de limitar o aquecimento […]

O maior grupo de financiamento climático para bancos, a Net-Zero Banking Alliance (NZBA), está considerando mudanças significativas em sua operação após a saída de grandes instituições. A aliança, que representa mais de 40% dos ativos bancários globais, pode abandonar a exigência de que seus membros alinhem seus portfólios com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Essa revisão estratégica, que está em andamento, visa adaptar a aliança a novas condições de mercado.

Recentemente, a NZBA enfrentou um período turbulento, com a saída do Goldman Sachs e do JPMorgan Chase, que deixaram a aliança após a vitória de Donald Trump nas eleições de 2020. Com isso, nenhum grande banco dos EUA permanece na NZBA, e os bancos canadenses também seguiram o exemplo. A aliança agora busca explorar uma “próxima fase” e avaliar como pode continuar a agregar valor aos seus membros.

As discussões atuais incluem a possibilidade de estabelecer um novo limite de “bem abaixo de 2°C”, em vez de manter a meta de 1,5°C do Acordo de Paris. Além disso, a NZBA pode remover as emissões financiadas como única métrica de desempenho climático, considerando outras medidas. O grupo diretor se reunirá no final deste mês para definir planos e apresentar propostas aos signatários em março.

Enquanto isso, bancos que deixaram a aliança, como o JPMorgan e o Citigroup, afirmaram que continuarão a apoiar a transição para um futuro de baixo carbono, focando também na segurança energética. Por outro lado, credores europeus e asiáticos, como o HSBC, sinalizaram apoio à NZBA, mas com cautela em relação a compromissos futuros, refletindo a incerteza sobre o futuro das alianças net zero nos EUA sob a nova administração.

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