Os megacondomínios em São Paulo são classificados em dois tipos: clubes, que oferecem mais serviços e lazer, e econômicos, que são mais acessíveis e localizados em áreas menos valorizadas. Um levantamento da Secretaria Municipal da Fazenda aponta que a capital paulista registrou um aumento de 75% no número desses empreendimentos nos últimos 20 anos. Com […]
Os megacondomínios em São Paulo são classificados em dois tipos: clubes, que oferecem mais serviços e lazer, e econômicos, que são mais acessíveis e localizados em áreas menos valorizadas. Um levantamento da Secretaria Municipal da Fazenda aponta que a capital paulista registrou um aumento de 75% no número desses empreendimentos nos últimos 20 anos. Com uma população maior que muitos municípios brasileiros, esses condomínios têm se tornado uma característica marcante da urbanização da cidade.
O Portal dos Bandeirantes, um dos megacondomínios visitados, abriga cerca de 15 mil moradores em mais de 2.500 apartamentos. O local possui infraestrutura que inclui sinalização de trânsito, ponto de ônibus e um sistema de entrega de correspondências que recebe quase mil encomendas por dia. Especialistas como a professora Eunice Helena Abascal criticam a ideia de “cidade dentro da cidade”, argumentando que isso promove a segregação urbana e limita a interação com a cidade.
Outro exemplo é o Grand Reserva, que conta com 50 torres e oferece serviços compartilhados, como mercado e farmácia. Moradores destacam a segurança e a tranquilidade da região, mas também mencionam problemas como a falta de estacionamento. A pedagoga Tainá Corrêa expressou preocupações sobre o aumento do tráfego devido a novos empreendimentos na área, refletindo a tensão entre a conveniência dos serviços e os desafios de mobilidade.
Por fim, o Sete Sóis, um projeto da construtora MRV, prevê a construção de 11 mil apartamentos em um terreno de 1,7 milhão de m². O urbanista Daniel Todtmann Montandon critica a localização desses grandes projetos, que muitas vezes carecem de infraestrutura e serviços adequados, sugerindo que a integração com a malha urbana e o transporte público é essencial para um desenvolvimento urbano sustentável.
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