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Morgan Stanley analisa: dólar pode seguir trajetória de 2017 em 2025

- O dólar pode enfrentar desafios em 2025, como em 2017, segundo o Morgan Stanley. - Tarifas comerciais dos EUA e política fiscal influenciam a valorização da moeda. - Expectativas de déficits fiscais crescem, reduzindo o apelo do dólar como ativo seguro. - A atuação dos bancos centrais, como o Federal Reserve, impacta diretamente o dólar. - Novas tarifas sobre produtos europeus e chineses podem pressionar o euro e o yuan.

A análise do Morgan Stanley sugere que a trajetória do dólar em 2025 pode seguir padrões observados em 2017, quando a moeda americana foi enfraquecida por três fatores principais: a demora na implementação de tarifas pelos EUA, o crescimento global acima do esperado e a fraca performance de partidos eurocéticos. Atualmente, esses mesmos elementos, junto […]

A análise do Morgan Stanley sugere que a trajetória do dólar em 2025 pode seguir padrões observados em 2017, quando a moeda americana foi enfraquecida por três fatores principais: a demora na implementação de tarifas pelos EUA, o crescimento global acima do esperado e a fraca performance de partidos eurocéticos. Atualmente, esses mesmos elementos, junto com a política fiscal e a atuação dos bancos centrais, estão novamente em foco para os investidores.

Desde a posse do novo governo de Donald Trump, em janeiro de 2024, tarifas sobre importações da China, aço e alumínio foram anunciadas, mas o dólar perdeu força. O Morgan Stanley explica que o mercado já precificava aumentos tarifários mais agressivos, o que impactou a moeda. Em 2024, moedas como o peso mexicano e o euro desvalorizaram-se devido à expectativa de medidas protecionistas. O mercado aguarda desdobramentos dessas políticas, com a administração americana utilizando tarifas como ferramenta de negociação.

A incerteza em relação à renovação do United States-Mexico-Canada Agreement (USMCA) afeta a percepção de risco no México, embora não se esperem tarifas expressivas sobre importações mexicanas este ano. No Canadá, a expectativa é de que não haja grandes mudanças tarifárias, o que pode controlar o impacto sobre o dólar. Além disso, a política fiscal dos EUA, com um déficit estimado em US$ 3 trilhões nos próximos dez anos, pode reduzir o apelo do dólar como ativo seguro.

Os bancos centrais, como o Federal Reserve, têm um papel crucial nessa dinâmica. Qualquer sinal de desaceleração no aperto monetário pode pressionar ainda mais o dólar. O Banco Central Europeu também influencia essa situação, especialmente se houver ajustes na política de balanço patrimonial. Para o restante do ano, o Morgan Stanley prevê que a política comercial e a trajetória dos déficits fiscais limitarão a valorização do dólar, com a possibilidade de que tarifas menos agressivas reduzam o prêmio de risco embutido na moeda.

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