A Starbucks enfrenta um intenso conflito de preços na China, onde suas vendas em lojas comparáveis caíram 8% no ano fiscal de 2024. Há uma década, a percepção sobre a expansão da marca no país era bem diferente, com o crescimento da empresa ocorrendo sem grandes desafios. A China, tradicionalmente uma nação de consumo de […]
A Starbucks enfrenta um intenso conflito de preços na China, onde suas vendas em lojas comparáveis caíram 8% no ano fiscal de 2024. Há uma década, a percepção sobre a expansão da marca no país era bem diferente, com o crescimento da empresa ocorrendo sem grandes desafios. A China, tradicionalmente uma nação de consumo de chá, viu a Starbucks introduzir o conceito de café fora de casa ao abrir sua primeira loja em 1999. Andrew Charles, diretor da TD Cowen, destacou que o país era considerado uma oportunidade de crescimento promissora devido à urbanização e ao aumento da classe média.
Apesar de ser o segundo maior mercado da Starbucks, atrás apenas dos Estados Unidos, o crescimento na China estagnou. A receita permaneceu em torno de $3 bilhões entre os anos fiscais de 2022 e 2024. A concorrência, especialmente da Luckin Coffee, que terminou o ano fiscal de 2024 com quase o triplo de lojas em comparação à Starbucks, tem impactado negativamente a marca. Além disso, a Starbucks cobra significativamente mais por suas bebidas, como lattes e americanos, do que a maioria dos concorrentes.
A pressão econômica sobre a classe média chinesa, juntamente com as previsões de um declínio econômico em 2025, dificultam a venda de produtos premium da Starbucks. Brian Harbour, diretor executivo da Morgan Stanley, observou que a expansão de concorrentes de preços mais baixos tem reduzido a frequência de consumo das opções mais caras da Starbucks. O futuro da marca na China permanece incerto, com desafios significativos pela frente.
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