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Bitcoin sofre queda de preço em fevereiro, conforme análises de especialistas

Bitcoin cai cerca de 15% em fevereiro, a US$ 84.700, após superar US$ 104.000 em janeiro, com volatilidade, liquidez e fatores macro influenciando o movimento

Principal criptoativo do mundo em valor de mercado perdeu cerca de 15% desde o fim de janeiro de 2025
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  • O bitcoin caiu cerca de 15% em fevereiro, sendo negociado ao redor de US$ 84.700 por volta das 15h30 de 27 de fevereiro, após fechar janeiro acima de US$ 104.000.
  • Especialistas dizem que correções são normais em um mercado volátil; o ativo abriu 2024 em US$ 42.500 e terminou dezembro próximo de US$ 94.000.
  • Fatores citados: ameaça de reintrodução de tarifas por Donald Trump, hack de uma grande exchange (Bybit) que teria surrado mais de US$ 1,5 bilhão em Ethereum, e saídas de ETFs de bitcoin.
  • O Federal Reserve manteve as taxas entre 4,25% e 4,50%, o que reduz a liquidez nos mercados e pode pressionar o preço; alguns apontam que o mercado estava muito alavancado e pode ter ocorrido ajuste específico.
  • Perspectiva de longo prazo indica melhoria: especialistas veem tendência de alta no médio e longo prazo, com valorização acumulada de 122% em 2024, sugerindo que a correção faz parte do ciclo do mercado.

O bitcoin, criptomoeda mais negociada e de maior valor de mercado, caiu cerca de 15% em fevereiro, saindo de US$ 104 mil no fim de janeiro para cerca de US$ 84,7 mil por volta das 15h30 do dia 27, a véspera do fechamento do mês. O recuo ocorre em um cenário de alta volatilidade do mercado de criptomoedas.

A explicação dos especialistas consultados pela Bloomberg Línea aponta fatores internos e externos. Entre os motivos indicados, destacam-se a possibilidade de novas tarifas comerciais nos EUA, que alimentam a incerteza global, além de incidentes no ecossistema, como o ataque a uma das maiores plataformas de câmbio, com perdas superiores a US$ 1,5 bilhão em Ethereum, segundo as informações citadas.

Outros desdobramentos citados incluem a saída de capital de ETFs de bitcoin, sugerindo lucros de investidores institucionais após forte valorização recente. No aspecto macro, ativos tradicionais, como o ouro, voltaram a atrair fluxo de capitais em meio à atual conjuntura econômica. As liquidações no mercado cripto também ajudam a intensificar as correções.

Impacto de decisões da autoridade monetária

A visão de que o aperto monetário influencia o mercado é compartilhada por gestores. Segundo Ignacio Giménez, diretor da Lemon, o Fed mantém as taxas entre 4,25% e 4,50% e adia cortes, o que reduz a liquidez nos mercados. A ausência de estímulos costuma pressionar ativos de maior volatilidade, como as criptomoedas.

Outra explicação relevante é a alavancagem excessiva observada no segmento. Julián Colombo, da Bitso Argentina, aponta que muitos investidores tomaram empréstimos para navegar nesse mercado; diante disso, o ajuste ocorre por meio de ajustes de posição, o que amplifica quedas.

Perspectiva de longo prazo

Mesmo com a queda, a visão de outros especialistas é de recuperação no longo prazo. Giménez enfatiza que, apesar do recuo, o bitcoin apresentou valorização expressiva em 2024 e permanece em tendência de alta ao longo de meses. Colombo reforça a ideia de que o ativo pode subir no médio prazo, desde que o investidor aceite a volatilidade de curto prazo.

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