As ações do ressegurador IRB Re (IRBR3) apresentaram uma recuperação significativa nesta quinta-feira, 27 de fevereiro de 2024, após uma queda de mais de 18% nos dias anteriores. Às 14h, os ativos subiam 11,11%, alcançando R$ 49,89. A mudança de recomendação do Banco Safra, que elevou a classificação de venda para neutra, com um preço-alvo […]
As ações do ressegurador IRB Re (IRBR3) apresentaram uma recuperação significativa nesta quinta-feira, 27 de fevereiro de 2024, após uma queda de mais de 18% nos dias anteriores. Às 14h, os ativos subiam 11,11%, alcançando R$ 49,89. A mudança de recomendação do Banco Safra, que elevou a classificação de venda para neutra, com um preço-alvo de R$ 53, contribuiu para essa recuperação. Os analistas destacaram que, apesar dos desafios enfrentados, como as enchentes no Rio Grande do Sul, o IRB conseguiu recuperar parte de sua lucratividade.
Os analistas do Safra observaram que a forte queda das ações após o balanço pode ser atribuída à realização de lucros, considerando o desempenho de 30% no acumulado do ano, e a divulgação de resultados abaixo do esperado no quarto trimestre. Eles acreditam que a recente desvalorização ajudou a reequilibrar as expectativas e o valuation, indicando um potencial de alta de quase 20% para as ações. Além disso, a confiança nas decisões estratégicas da gestão aumentou.
Na véspera, mesmo com um lucro líquido de R$ 112 milhões no quarto trimestre, que superou as expectativas, as ações caíram. O presidente-executivo do IRB mencionou a possibilidade de distribuição de dividendos em 2025. Analistas do UBS BB destacaram um resultado de underwriting acima do esperado, totalizando R$ 177,8 milhões, mas o resultado antes de impostos e participações (EBT) de R$ 112,3 milhões ficou abaixo das estimativas devido a despesas administrativas elevadas e receita financeira fraca.
Os analistas do BTG Pactual também notaram que, apesar do EBT aquém das projeções, o resultado final foi positivo, sugerindo que o IRB pode estar saindo de sua fase de recuperação. Eles enfatizaram que a administração prioriza a lucratividade em vez do crescimento, mantendo renovações de contratos a preços competitivos e focando suas operações no Brasil. A expectativa é que o IRB comece a pagar dividendos em 2025, após eliminar as perdas acumuladas, e reiteraram a recomendação de compra com um preço-alvo de R$ 56,50.
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