O dólar registrou uma forte alta nesta sexta-feira, 28, aproximando-se de R$ 5,90 durante a tarde, em meio à repercussão da escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela deputada Gleisi Hoffmann para o cargo de ministra de Relações Institucionais. A moeda americana atingiu a máxima de R$ 5,893, refletindo a insatisfação do mercado […]
O dólar registrou uma forte alta nesta sexta-feira, 28, aproximando-se de R$ 5,90 durante a tarde, em meio à repercussão da escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela deputada Gleisi Hoffmann para o cargo de ministra de Relações Institucionais. A moeda americana atingiu a máxima de R$ 5,893, refletindo a insatisfação do mercado com a nova nomeação, já que Gleisi é vista como uma figura controversa entre os parlamentares e investidores.
Os investidores estão preocupados com a articulação política do governo, especialmente considerando que Gleisi é contrária a várias pautas defendidas pelo mercado, como a redução de gastos públicos e a política de juros do Banco Central. O estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, afirmou que “ela é muito mal vista até mesmo por parlamentares”. O dólar comercial subia 0,80%, cotado a R$ 5,875 na compra e venda, enquanto o Ibovespa recuava 0,87%, aos 123.697 pontos.
Além da nomeação, o mercado também reagiu a dados de inflação dos Estados Unidos, onde o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,3% em janeiro, conforme divulgado pelo Departamento de Comércio. As projeções dos economistas indicavam uma alta semelhante, o que não trouxe surpresas ao mercado. O dólar futuro na B3 apresentava alta de 0,26%, a 5.848 pontos.
A posse de Gleisi Hoffmann está prevista para o dia 10 de março, e novas mudanças ministeriais são esperadas. A situação é ainda mais complexa devido às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a países como México, Canadá e China, que afetam as expectativas do mercado global. A combinação desses fatores contribui para a volatilidade do dólar e a cautela dos investidores em relação ao futuro econômico do Brasil.
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