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Crescimento de varejistas internacionais transforma o cenário de shoppings nos EUA

- A Primark, varejista irlandesa, abriu nova loja no Queens Center, NY, em dezembro. - A empresa planeja expandir de 29 para 60 lojas nos EUA até o final de 2026. - Novas lojas serão inauguradas em cidades como El Paso e Miami, ampliando a presença. - O mercado americano é atraente devido ao consumo resiliente e tendências globais. - Primark enfrenta desafios, como a falta de e-commerce e adaptação de produtos locais.

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Um dos mais recentes estabelecimentos a abrir no Queens Center, em Elmhurst, Nova York, é a loja da Primark, uma varejista de desconto da Irlanda. A loja, que oferece roupas, calçados e acessórios, foi inaugurada em dezembro e faz parte de uma expansão da marca nos Estados Unidos, onde já possui 29 lojas e planeja […]

Um dos mais recentes estabelecimentos a abrir no Queens Center, em Elmhurst, Nova York, é a loja da Primark, uma varejista de desconto da Irlanda. A loja, que oferece roupas, calçados e acessórios, foi inaugurada em dezembro e faz parte de uma expansão da marca nos Estados Unidos, onde já possui 29 lojas e planeja chegar a 60 até o final de 2025. O presidente da Primark nos EUA, Kevin Tulip, destacou a importância do mercado americano, afirmando que “o U.S. é o número um em consumo”.

Além da Primark, outras marcas internacionais como Mango, Aritzia e Uniqlo também estão ampliando sua presença nos EUA. A Mango anunciou um investimento de 70 milhões de dólares para abrir 42 novas lojas em 2024, enquanto a Aritzia já conta com 61 lojas no país e planeja mais expansões. Segundo dados da GlobalData, cerca de 28% das quase 19 mil lojas abertas nos EUA entre 2018 e 2023 eram de varejistas estrangeiros.

O crescimento dessas marcas é impulsionado por um mercado americano fragmentado e um consumo resiliente, especialmente entre os jovens, que descobrem produtos frequentemente através das redes sociais. Um estudo da Forrester revelou que 63% dos consumidores com menos de 25 anos encontram novas marcas semanalmente nas redes sociais. Essa dinâmica tem favorecido a entrada de novos players no mercado, especialmente em um cenário onde grandes varejistas estão fechando lojas.

Entretanto, a Primark enfrenta desafios, como a falta de um canal de e-commerce nos EUA, o que a torna vulnerável a concorrentes como Amazon e Walmart. Apesar disso, a marca tem se adaptado às preferências locais, ajustando seu mix de produtos, como a oferta de roupas de times esportivos locais. Com planos de abrir uma nova loja em Herald Square, próximo à icônica Macy’s, a Primark demonstra suas ambições de se consolidar no competitivo mercado americano.

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