Nesta quinta-feira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, se reunirá por videoconferência com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, para discutir as tensões comerciais geradas por novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. O encontro, marcado para às 17h30, abordará o impacto potencial das tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente aço, […]
Nesta quinta-feira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, se reunirá por videoconferência com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, para discutir as tensões comerciais geradas por novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. O encontro, marcado para às 17h30, abordará o impacto potencial das tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente aço, alumínio e madeira. Embora o Brasil ainda não tenha sido diretamente afetado, a situação é preocupante para setores estratégicos da economia.
Além disso, Alckmin participará de uma reunião com representantes do setor de alimentos, programada para às 15h30, com a presença de outros ministros, como Rui Costa e Carlos Fávaro. O foco será a inflação dos alimentos, que tem crescido significativamente, acumulando alta de 56% desde 2020. O aumento dos preços impactou o orçamento das famílias, elevando a participação dos alimentos de 16% para 20%. A reunião contará com a presença de 35 participantes, incluindo representantes de entidades setoriais.
A agenda econômica do dia também inclui a divulgação do Antecedente de Emprego no Brasil e dados da balança comercial nos Estados Unidos, que serão monitorados de perto pelos investidores. A volatilidade dos mercados é esperada, especialmente em resposta às políticas comerciais de Trump e suas repercussões nas economias de ambos os países. O dólar, que caiu 2,72% na quarta-feira, será um dos focos de atenção.
Por fim, o governo brasileiro vê com otimismo moderado as retaliações da China às tarifas dos EUA, acreditando que isso pode abrir oportunidades para aumentar as exportações de produtos como soja e carne de frango. No entanto, há preocupações sobre o impacto na inflação dos alimentos, que continua a ser uma prioridade na agenda do governo.
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