O déficit comercial dos Estados Unidos alcançou um recorde histórico em janeiro de 2024, subindo 34% para US$ 131,4 bilhões, em comparação aos US$ 98,1 bilhões de dezembro. O aumento nas importações, que subiram 10% para US$ 401,2 bilhões, foi impulsionado por tarifas recentes impostas pelo presidente Lula, que afetaram as relações comerciais com México […]
O déficit comercial dos Estados Unidos alcançou um recorde histórico em janeiro de 2024, subindo 34% para US$ 131,4 bilhões, em comparação aos US$ 98,1 bilhões de dezembro. O aumento nas importações, que subiram 10% para US$ 401,2 bilhões, foi impulsionado por tarifas recentes impostas pelo presidente Lula, que afetaram as relações comerciais com México e Canadá, além de elevar taxas sobre produtos chineses. Economistas esperavam um déficit menor, de US$ 127,4 bilhões.
As importações de bens, que cresceram 12,3%, foram lideradas por suprimentos industriais, incluindo formas metálicas e ouro. As exportações, por outro lado, aumentaram apenas 1,2%, totalizando US$ 269,8 bilhões, com destaque para bens de capital como aeronaves e semicondutores. A deterioração do déficit e a queda nos gastos do consumidor aumentam o risco de uma contração no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, embora alguns analistas ainda prevejam crescimento moderado.
Na China, as exportações também atingiram um recorde, com um aumento de 2,3% nos dois primeiros meses do ano, totalizando US$ 540 bilhões. No entanto, as importações caíram 8,4%, resultando em um superávit comercial de quase US$ 171 bilhões. As tarifas mais altas dos EUA, que agora chegam a 20%, têm pressionado as empresas a antecipar embarques, mas a demanda interna na China permanece fraca, refletindo a desaceleração do setor imobiliário.
As tensões comerciais entre os EUA e a China se intensificaram, com críticas mútuas sobre as tarifas e a abordagem de cada país nas negociações. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, acusou os EUA de hipocrisia e defendeu a postura de seu governo em relação ao comércio. A falta de diálogo entre os líderes dos dois países levanta incertezas sobre futuras negociações, enquanto a China busca manter sua estabilidade econômica em meio a um cenário global volátil.
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