O Brasil está se preparando para aumentar suas exportações de ovos, impulsionado pela escassez enfrentada pelos Estados Unidos devido ao pior surto de gripe aviária altamente patogênica já registrado. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) elevou sua previsão de embarques para até 35 mil toneladas em 2025, quase o dobro das 18 mil toneladas […]
O Brasil está se preparando para aumentar suas exportações de ovos, impulsionado pela escassez enfrentada pelos Estados Unidos devido ao pior surto de gripe aviária altamente patogênica já registrado. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) elevou sua previsão de embarques para até 35 mil toneladas em 2025, quase o dobro das 18 mil toneladas do ano anterior, representando um aumento de 67% em relação à previsão anterior. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que essa revisão considera as exportações de janeiro e a crescente demanda dos EUA.
Neste ano, os EUA começaram a permitir a importação de ovos brasileiros para a produção de alimentos destinados ao consumo humano, após restrições anteriores que limitavam a utilização dos ovos apenas para ração animal. Embora o Brasil não tenha um acordo sanitário que permita a venda direta de ovos frescos aos consumidores americanos, as empresas dos EUA podem importar e processar os ovos. Ao mesmo tempo, empresas brasileiras, como a Mantiqueira Brasil, estão buscando expandir sua presença no mercado americano, avaliando fusões ou aquisições.
O surto de gripe aviária nos EUA resultou na morte de dezenas de milhões de galinhas, reduzindo a oferta de ovos e elevando os preços a níveis recordes. Supermercados começaram a limitar a quantidade de ovos que os clientes podem comprar, e alguns restaurantes impuseram taxas extras. O governo Trump anunciou planos para aumentar as importações de ovos para até 100 milhões, como parte de uma estratégia para conter o surto e reduzir os preços.
Em janeiro, o Brasil exportou 2.357 toneladas de ovos, com um aumento de 33% nas vendas para os EUA em comparação ao ano anterior. Apesar desse crescimento, esse volume ainda representa uma fração da produção total dos EUA, que foi superior a 8 bilhões de ovos no mesmo mês. A situação atual reflete um desequilíbrio entre a alta demanda e a baixa oferta no mercado interno brasileiro, resultando em um aumento significativo nos preços dos ovos.
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