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Maduro busca parcerias com China e Turquia para enfrentar saída da Chevron da Venezuela

- A saída da Chevron da Venezuela força Maduro a implementar um novo plano econômico. - O "Plano de Independência Productiva Absoluta" visa compensar a perda de 150.000 barris/dia. - Especialistas preveem crescimento econômico marginal e inflação acima de 100% em 2025. - PDVSA, estatal de petróleo, enfrenta dívidas de R$ 20 bilhões e corrupção interna. - A dependência da produção petrolífera torna a economia venezuelana ainda mais vulnerável.

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A saída da Chevron da Venezuela foi confirmada pelo presidente Nicolás Maduro, que anunciou um Plano de Independência Produtiva Absoluta. Este plano visa mitigar a perda de receitas do tesouro nacional, que deve enfrentar uma redução significativa de 150.000 barris diários na produção de petróleo, atualmente em 950.000 barris. A Chevron, que opera em parceria […]

A saída da Chevron da Venezuela foi confirmada pelo presidente Nicolás Maduro, que anunciou um Plano de Independência Produtiva Absoluta. Este plano visa mitigar a perda de receitas do tesouro nacional, que deve enfrentar uma redução significativa de 150.000 barris diários na produção de petróleo, atualmente em 950.000 barris. A Chevron, que opera em parceria com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), havia triplicado sua produção recentemente, e sua saída levanta questões sobre o impacto nas operações de outras empresas, como Repsol e Eni, que desejam continuar no país.

A PDVSA, que já foi um gigante energético, enfrenta uma crise profunda, com dívidas acumuladas de cerca de 20 bilhões de dólares e a falta de auditorias financeiras desde 2016. Atualmente, a estatal produz aproximadamente 650.000 barris diários de forma independente, uma queda drástica em relação aos 3.200.000 barris do final do século XX. Especialistas preveem que a economia venezuelana, já debilitada, pode enfrentar um crescimento marginal em 2025, com uma possível inflação acima de 100% ao ano.

A situação é agravada pela emigração em massa de 7 milhões de cidadãos e pela operação da indústria a apenas 30% de sua capacidade instalada. Um executivo anônimo destacou que, mesmo sem sanções, muitas empresas evitam investir na Venezuela devido a problemas anteriores com o governo, como corrupção e inadimplência. O economista Francisco Rodríguez alertou que o endurecimento das sanções pode prejudicar ainda mais a recuperação da produção, que depende fortemente da Chevron.

Enquanto isso, há rumores sobre o interesse da China Petroleum em assumir as operações da Chevron, e a vice-presidente Delcy Rodríguez tem buscado acordos com países como Turquia e Índia. Especialistas sugerem que, com o tempo, países sob sanções, como o Irã, aprendem a conviver com elas, e a Venezuela pode seguir um caminho semelhante, atraindo novos investidores, como a Rosneft da Rússia, em um cenário de mercado saturado.

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