As Bolsas de Nova York enfrentaram mais um dia de perdas, refletindo as incertezas em torno das ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump. O índice Nasdaq, que inclui empresas de tecnologia, caiu 0,18%, após registrar a maior queda diária desde 2022. O Dow Jones, que reúne as maiores corporações do país, teve uma […]
As Bolsas de Nova York enfrentaram mais um dia de perdas, refletindo as incertezas em torno das ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump. O índice Nasdaq, que inclui empresas de tecnologia, caiu 0,18%, após registrar a maior queda diária desde 2022. O Dow Jones, que reúne as maiores corporações do país, teve uma queda de 1,14%, enquanto o S&P 500 recuou 0,76%. No início da tarde, os índices chegaram a cair quase 2%, impactados pela possibilidade de Trump dobrar tarifas sobre aço e alumínio canadenses.
No entanto, as perdas foram moderadas ao longo do dia, após Trump afirmar que “provavelmente” reconsiderará a decisão de aumentar as tarifas. Essa declaração surgiu após a província de Ontário suspender a sobretaxa de 25% sobre a eletricidade exportada para três estados dos EUA, resultado de um diálogo “produtivo” entre o primeiro-ministro Doug Ford e o secretário de Comércio Howard Lutnick. Além disso, a aceitação do governo da Ucrânia a uma proposta dos EUA para um cessar-fogo de 30 dias no conflito com a Rússia também ajudou a reduzir a aversão ao risco no mercado.
As recentes quedas nas Bolsas seguem um dia de perdas significativas, especialmente no setor de tecnologia, que tem sido um dos principais motores do mercado americano. As chamadas “sete magníficas” — Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla — foram responsáveis por algumas das maiores quedas, refletindo o pessimismo em relação à economia dos EUA. Trump, ao comentar sobre uma possível recessão, indicou que a economia americana está em um “período de transição”, o que intensificou os temores de uma contração econômica.
Adam Sarhan, fundador da 50 Park Investments, comentou que “o pêndulo mudou e o medo assumiu o controle”, destacando que o desmonte do “Trump Trade” e as preocupações sobre o crescimento futuro estão influenciando o mercado. A combinação de incertezas tarifárias e a possibilidade de recessão têm gerado um clima de cautela entre os investidores, impactando diretamente as ações de maior risco, como as de tecnologia.
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