O Procon-SP divulgou sua lista de 2024 com as empresas que mais receberam reclamações em 2023. As três primeiras foram a varejista online Yeesco, a distribuidora de energia Enel Eletropaulo e a plataforma de turismo Hurb Technologies. O órgão registrou mais de 255 mil reclamações que necessitaram de assistência especializada, incluindo sessões de conciliação. Em […]
O Procon-SP divulgou sua lista de 2024 com as empresas que mais receberam reclamações em 2023. As três primeiras foram a varejista online Yeesco, a distribuidora de energia Enel Eletropaulo e a plataforma de turismo Hurb Technologies. O órgão registrou mais de 255 mil reclamações que necessitaram de assistência especializada, incluindo sessões de conciliação. Em 2024, o Procon-SP realizou mais de 801 mil atendimentos, um aumento em relação aos 760 mil de 2023.
A Yeesco liderou com 10.647 queixas, seguida pela Enel Eletropaulo com 8.508 e Hurb Technologies com 7.554. Das reclamações, 255.536 não foram resolvidas no primeiro contato, resultando em processos administrativos. Os índices de resolução caíram para 29,1% no Procon-SP, enquanto os Procons municipais tiveram uma taxa de 54,1% em 2024, um aumento em relação ao ano anterior.
Entre as dez empresas mais reclamadas, destacam-se três na área de Produtos (Yeesco, Mercado Livre e Samsung) e três em Serviços Financeiros (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander). A Yeesco foi criticada pela falta de absorção das reclamações e por ter solicitado recuperação judicial. O Mercado Livre enfrentou problemas de entrega, enquanto a Samsung lidou com defeitos em produtos. Os bancos também foram alvo de queixas sobre seguros não solicitados e transações não reconhecidas.
A Enel Eletropaulo foi mencionada por sua ineficiência em restabelecer o fornecimento de energia após eventos climáticos. O Grupo Claro teve reclamações sobre cobranças indevidas e dificuldades de atendimento. A Hurb, que foi a mais reclamada em 2023, teve um índice de solução de apenas 0,2%. O iFood, que subiu de posição, enfrentou queixas sobre não entrega e falta de ressarcimento, com um índice de solução de 15,8%. A lista é uma ferramenta importante para consumidores e fornecedores, conforme estipulado pelo Código de Defesa do Consumidor.
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