O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reunirá nesta quarta-feira, 18 de outubro de 2024, e a expectativa é que a taxa Selic seja elevada de 13,25% para 14,25% ao ano. Essa previsão é compartilhada pela maioria dos economistas, fundamentada em indicações do próprio Banco Central no início do ano. […]
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reunirá nesta quarta-feira, 18 de outubro de 2024, e a expectativa é que a taxa Selic seja elevada de 13,25% para 14,25% ao ano. Essa previsão é compartilhada pela maioria dos economistas, fundamentada em indicações do próprio Banco Central no início do ano. Caso a alta se concretize, será o quinto aumento consecutivo, colocando a taxa em um patamar que já é considerado o mais elevado do mundo em termos reais. O aumento ocorre em um contexto de economia aquecida, que tem pressionado a inflação.
O objetivo do Banco Central com essa elevação é conter as pressões inflacionárias, que, em fevereiro, atingiram 1,31%. A instituição utiliza um sistema de metas para definir a taxa de juros, buscando manter a inflação dentro de um intervalo de 1,5% a 4,5%. O diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, destacou que uma desaceleração da atividade econômica é necessária para trazer a inflação de volta às metas estabelecidas. A ata da reunião de janeiro indicou que a economia tem operado acima do seu potencial, o que não tem gerado pressão inflacionária.
A estratégia de aumentar os juros, no entanto, enfrenta críticas de autoridades do governo. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, classificou a elevação da taxa como uma “imbecilidade”, argumentando que isso pode frear o crescimento econômico. Especialistas alertam que uma Selic mais alta pode impactar negativamente o consumo e os investimentos, resultando em desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), do emprego e da renda. Dados recentes já indicam uma desaceleração econômica.
Além disso, a alta da Selic tende a elevar os juros bancários, que já alcançaram uma média de 42,3% nas operações de crédito, o maior nível em 16 meses. Isso também pode agravar as contas públicas, aumentando as despesas com juros da dívida, que somaram R$ 950 bilhões no ano passado, representando 8% do PIB. Por outro lado, investimentos em renda fixa, como no Tesouro Direto, podem se tornar mais atrativos, o que pode desviar recursos do mercado acionário.
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