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Haddad defende continuidade no BC após aumento da Selic e destaca herança fiscal

- Fernando Haddad afirmou que o aumento da Selic estava "contratado" desde dezembro. - O Copom elevou a taxa Selic para 14,25% e pode aumentar novamente em maio. - Haddad elogiou a nova diretoria do Banco Central e sua qualificação. - O governo busca cumprir metas fiscais e de inflação estabelecidas pelo Congresso. - A gestão atual enfrenta desafios deixados pela administração anterior de Paulo Guedes.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira, 19, estava “contratado” desde dezembro, quando o Banco Central era liderado por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministro”, da […]

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira, 19, estava “contratado” desde dezembro, quando o Banco Central era liderado por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, Haddad destacou que o novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e sua equipe têm uma “herança a administrar”, assim como ele teve em relação ao ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.

O Copom já havia elevado a Selic em 1 ponto percentual em dezembro, com previsões de novas altas em janeiro e março. Com a decisão de quarta-feira, a taxa subiu para 14,25%, e o comitê sinalizou a possibilidade de um novo aumento, de menor magnitude, em maio. Haddad elogiou a diretoria e os técnicos do Banco Central, afirmando que são “muito respeitáveis” e qualificados, e que farão o melhor pelo país.

O ministro também mencionou que o governo está implementando um ajuste fiscal significativo até o final de 2024 e que está cumprindo o arcabouço fiscal, buscando atingir a meta de resultado primário. Ele ressaltou que, assim como ele tem uma meta fiscal aprovada pelo Congresso Nacional, o Banco Central deve cumprir a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

Haddad enfatizou que tanto as metas fiscais quanto as de inflação são desafiadoras, mas necessárias. Ele reiterou a importância de que tanto o governo quanto o Banco Central trabalhem em conjunto para alcançar esses objetivos, destacando a relevância de uma gestão fiscal responsável em um cenário econômico complexo.

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