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Taxa Selic atinge 14,25% e pode chegar a 15% em 2025 devido à inflação crescente

Copom eleva Selic para 14,25% e projeta novas altas, enquanto inflação supera expectativas e pressiona a economia. Entenda os impactos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual, atingindo 14,25% ao ano, o maior nível desde o governo Dilma Rousseff. Essa foi a quinta alta consecutiva desde setembro do ano passado, e o BC sinalizou que novas elevações podem ocorrer na próxima reunião, marcada […]

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual, atingindo 14,25% ao ano, o maior nível desde o governo Dilma Rousseff. Essa foi a quinta alta consecutiva desde setembro do ano passado, e o BC sinalizou que novas elevações podem ocorrer na próxima reunião, marcada para os dias 6 e 7 de maio. Especialistas projetam que a Selic pode encerrar 2025 próxima a 15% ao ano, impulsionada pela inflação, que encerrou 2024 em 4,83%, acima da meta de 3%.

A inflação brasileira é impulsionada por diversos fatores, incluindo os preços monitorados, que são controlados pelo governo, como energia elétrica e combustíveis. Em fevereiro, os combustíveis registraram uma inflação de 2,89% devido ao aumento do ICMS. No acumulado de 12 meses, a inflação dos preços monitorados foi de 5,19%. Em contraste, a inflação de serviços, que é mais influenciada pela demanda, acumulou 5,32% no mesmo período, com uma projeção de 8% ao descontar efeitos sazonais.

Para conter a inflação, a estratégia do BC é aumentar a Selic, tornando o crédito mais caro e reduzindo o consumo. Essa medida visa desacelerar a economia, com a expectativa de que os efeitos da alta nos juros demorem cerca de seis meses para serem sentidos. O mercado espera que os juros permaneçam altos por um período prolongado, com cortes graduais a partir de 2026, dependendo do controle fiscal e da desaceleração econômica.

Embora a alta dos juros possa gerar cautela sobre a atividade econômica, economistas acreditam que o Brasil não enfrentará uma recessão em 2024. O boletim Focus projeta um crescimento do PIB de 1,99% para 2025, após um crescimento de 3,4% no ano anterior. A expectativa é que a decisão do Copom influencie os mercados, com possíveis impactos no câmbio e nas projeções de lucro de setores sensíveis à taxa de juros.

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