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Renda fixa pós-fixada brilha com Selic a 14,25%, mas diversificação é essencial

Copom aumenta Selic para 14,25% e especialistas apontam renda fixa como a melhor opção de investimento. Descubra as estratégias recomendadas.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciou, em 19 de abril de 2024, um aumento de 100 pontos-base na taxa Selic, elevando-a para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e esperada, refletindo a continuidade do ciclo de aperto monetário. Especialistas afirmam que, com essa alta, a renda fixa se […]

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciou, em 19 de abril de 2024, um aumento de 100 pontos-base na taxa Selic, elevando-a para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e esperada, refletindo a continuidade do ciclo de aperto monetário. Especialistas afirmam que, com essa alta, a renda fixa se mantém como a classe de ativos mais atrativa, especialmente os investimentos pós-fixados, que prometem rentabilidades superiores a 1% ao mês.

Marcos Macedo, consultor de investimentos da Faros Multi Family Office, destaca a relevância dos papéis pós-fixados, que oferecem liquidez e oportunidades de ganhos, além de sugerir que o crédito estruturado com prazos acima de cinco anos também pode ser interessante. Em relação aos títulos prefixados, a visão é cautelosa, com a expectativa de que o Banco Central possa cortar juros em 2026, embora os riscos locais ainda sejam significativos.

A alocação em ações da bolsa brasileira é vista mais como uma estratégia de diversificação do que por otimismo. Helder Bassi, da Est Gestão de Patrimônio, afirma que a renda fixa pode oferecer retornos semelhantes ou superiores com menor volatilidade. Apesar do Ibovespa ter registrado uma rápida alta, a incerteza política e econômica impede um apetite maior por risco, especialmente com as especulações sobre as eleições presidenciais de 2026.

No cenário internacional, as incertezas persistem, incluindo a guerra comercial e a política monetária do Federal Reserve. As gestoras mantêm uma alocação média de 35% em ativos internacionais, com preferência por índices que minimizam a volatilidade. Além disso, a Est está atenta a fundos imobiliários e de infraestrutura, que podem se beneficiar da queda nas taxas de juros no futuro.

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