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Inflação da construção desacelera em março, mas acelera em 12 meses com alta de 7,32%

INCC-M desacelera em março, mas inflação anual atinge 7,32%. Escassez de mão de obra qualificada continua a preocupar o setor da construção.

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou uma desaceleração pela segunda vez consecutiva, com uma inflação de 0,38% em março, comparado a 0,51% em fevereiro, segundo dados do FGV Ibre. No entanto, a taxa acumulada em doze meses subiu para 7,32%, o maior índice desde abril de 2023, em contraste com […]

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou uma desaceleração pela segunda vez consecutiva, com uma inflação de 0,38% em março, comparado a 0,51% em fevereiro, segundo dados do FGV Ibre. No entanto, a taxa acumulada em doze meses subiu para 7,32%, o maior índice desde abril de 2023, em contraste com 3,29% no mesmo período do ano anterior. A mão de obra continua sendo a principal influência positiva, embora os custos setoriais tenham aumentado significativamente nos últimos doze meses, refletindo a alta nos insumos e na mão de obra.

A Sondagem da Construção revelou que a escassez de mão de obra é a maior preocupação dos empresários do setor. Ana Castelo, economista do FGV IBRE, destacou que houve um recorde de menções à “Escassez de Mão de Obra Qualificada” como um fator limitativo. Apesar desse cenário desafiador, as empresas planejam continuar contratando, o que pode manter a pressão sobre o mercado de trabalho e os custos. O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,7 ponto em março, alcançando 95 pontos, após dois meses de queda.

Embora a confiança tenha melhorado, essa recuperação não foi uniforme entre os segmentos da construção. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,5 ponto, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) cresceu 0,8 ponto. A avaliação sobre a situação atual dos negócios aumentou, mas o uso da capacidade da construção caiu, indicando que as empresas estão utilizando menos seus recursos. A escassez de mão de obra qualificada continua a ser um obstáculo significativo, especialmente para as empresas de Serviços Especializados, que enfrentam a maior limitação desde o início da série histórica em julho de 2010.

Ana Castelo alertou que essa situação pode pressionar ainda mais os custos no setor. A pesquisa também mostrou que a expectativa de demanda para os próximos três meses subiu, mas o uso de mão de obra e de máquinas e equipamentos diminuiu. O cenário atual reflete uma atividade aquecida, mas com desafios persistentes que afetam a confiança e a operação das empresas na construção civil.

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