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Systemica, ligada ao BTG, conquista leilão inédito para reflorestamento no Pará

Systemica conquista leilão de reflorestamento no Pará, prevendo restauração de 10,3 mil hectares e geração de 3,7 milhões de toneladas de CO2.

A empresa Systemica, com participação do banco BTG Pactual, foi a vencedora do leilão de concessão para o reflorestamento da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), localizada no Pará. O leilão ocorreu na B3, em São Paulo, e apenas uma empresa foi classificada para apresentar proposta. A Systemica alcançou 1.000 pontos, oferecendo uma outorga […]

A empresa Systemica, com participação do banco BTG Pactual, foi a vencedora do leilão de concessão para o reflorestamento da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), localizada no Pará. O leilão ocorreu na B3, em São Paulo, e apenas uma empresa foi classificada para apresentar proposta. A Systemica alcançou 1.000 pontos, oferecendo uma outorga variável de 6% e uma outorga fixa de R$ 150 mil.

Este projeto é pioneiro no Brasil, sendo a primeira área concedida para reflorestamento à iniciativa privada com a possibilidade de geração de Créditos de Carbono de Restauração (ARR). O objetivo é restaurar mais de 10,3 mil hectares de áreas degradadas, com um investimento privado estimado em R$ 258 milhões e uma previsão de receita total de R$ 869 milhões, além da criação de cerca de dois mil empregos na região.

Durante a concessão, está previsto o sequestro de 3,7 milhões de toneladas de CO2, além da recuperação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos. O projeto também inclui capacitação técnica da população local e o fortalecimento das cadeias produtivas regionais. A área concedida, que já havia sido invadida, está situada entre os municípios de Altamira e São Félix do Xingu, em uma região historicamente afetada pelo desmatamento.

O governo do Pará planeja replicar esse modelo em outras áreas públicas, com um mapeamento já realizado para identificar locais que podem ser concedidos à iniciativa privada. A meta é designar mais de 100 mil hectares para o programa de concessão de Unidades de Restauração até 2026, sendo 20 mil hectares até a COP 30. No ano anterior, o Pará realizou o maior negócio de mercado de carbono do Brasil, negociando 12 milhões de toneladas de carbono a um valor recorde.

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