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Banco Central enfrenta desafios para interromper ciclo de alta de juros em junho, diz economista

Natalie Victal, da SulAmérica Investimentos, revisa expectativas para a Selic e PIB após criação de 400 mil empregos em fevereiro.

A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, revisou suas projeções para a política monetária do Brasil após a divulgação dos dados de emprego de fevereiro. Antes da publicação, ela acreditava que o Banco Central poderia interromper o ciclo de aumento da taxa Selic na reunião de junho. Contudo, com a criação de 400 mil empregos […]

A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, revisou suas projeções para a política monetária do Brasil após a divulgação dos dados de emprego de fevereiro. Antes da publicação, ela acreditava que o Banco Central poderia interromper o ciclo de aumento da taxa Selic na reunião de junho. Contudo, com a criação de 400 mil empregos no mês, Victal considera que o cenário se tornou mais desafiador. Ela afirma que, com os novos dados, a discussão sobre a Selic em junho agora envolve um risco maior de que o Banco Central busque manter a taxa elevada.

A economista mantém sua previsão de que a Selic deve terminar o ano em 15%, apesar do desempenho abaixo do esperado do PIB no quarto trimestre de 2024. Victal destaca que o mercado de trabalho continua resiliente e até se fortalece, influenciado por fatores como o crédito consignado e a liberação do saldo do FGTS. Esses elementos sustentam sua estimativa de crescimento do PIB de 2% em 2025, mesmo diante de desafios recentes.

Sobre o impacto do novo crédito consignado, Victal observa que seu efeito no PIB ainda é incerto, dependendo da aceitação e desenvolvimento do processo. Ela sugere que isso pode resultar em uma expansão de base de acesso ao crédito, ou na substituição de linhas mais caras por opções mais baratas. Assim, o impacto no PIB pode variar de um efeito quase neutro, entre 0,1% a 0,2%, até um impulso mais significativo, que pode ultrapassar 1,5%.

Em resumo, a economista ressalta que o efeito do crédito consignado no PIB pode ser modesto ou expressivo, dependendo das condições econômicas e das ações implementadas. O cenário atual exige atenção às próximas divulgações sobre a atividade econômica, que poderão influenciar as decisões do Banco Central e as expectativas de crescimento.

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