Bernard Appy, que trabalha na reforma tributária do Brasil, disse que a alíquota de impostos atual é a mais alta do mundo, mas sem clareza. Ele acredita que a nova proposta, que inclui um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) mais transparente, pode aumentar o PIB em até 10% e acabar com a guerra fiscal entre estados. Durante um evento em São Paulo, Appy explicou que, com o novo sistema, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será cobrado onde o produto é consumido, garantindo que o dinheiro vá para o estado ou município que recebe o consumo. Isso é diferente do que acontece hoje, onde a produção é tributada e isso gera competição desleal entre os estados. Ele também comentou que as empresas costumam mudar suas estratégias para pagar menos impostos, mas isso não melhora a eficiência. Com a reforma, elas precisarão se adaptar a um sistema mais justo, o que deve ser bom para a produtividade. Appy afirmou que as diferenças nas alíquotas entre estados e municípios serão pequenas e que o novo modelo trará mais clareza, permitindo que as pessoas entendam melhor quanto estão pagando em impostos. Ele criticou a falta de transparência do sistema atual, onde aumentos de impostos acontecem sem que as pessoas saibam quem está pagando.
O secretário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, defendeu que a alíquota atual de impostos no Brasil é a mais alta do mundo, embora sem transparência. Ele argumenta que a reforma proposta, que introduz um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) mais claro, pode aumentar o PIB em até dez por cento e eliminar a guerra fiscal. Appy participou do 11º Fórum Anual de Investimentos do Bradesco BBI, em São Paulo, onde destacou que a carga tributária atual é mal compreendida.
Appy afirmou que, com o novo sistema, a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será feita no destino, garantindo que toda a receita vá para o estado ou município onde o consumo ocorre. Isso contrasta com o modelo atual, que tributa a produção e fomenta a competição desleal entre estados. Ele acredita que a reforma trará um sistema mais justo e produtivo, forçando as empresas a se adaptarem a um ambiente sem distorções tributárias.
O secretário também comentou que, atualmente, as empresas ajustam suas estratégias para minimizar a carga tributária, o que não necessariamente resulta em ganhos de eficiência. Com a reforma, as empresas terão que se reorganizar, o que, segundo ele, é positivo para a produtividade. Appy negou que a nova estrutura de alíquotas possa provocar uma nova guerra fiscal, afirmando que as diferenças entre estados e municípios serão mínimas.
Por fim, Appy ressaltou que o novo modelo trará mais transparência ao sistema tributário, permitindo que os contribuintes compreendam melhor a carga que suportam. Ele criticou a falta de clareza do sistema atual, onde aumentos de impostos ocorrem sem que os cidadãos saibam exatamente quem arca com os custos.
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