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Latache pressiona por OPA na Oncoclínicas após aumento de participação da Centaurus

Latache pressiona Centaurus por OPA na Oncoclínicas após aumento de participação. A CVM analisa a situação em meio a desafios financeiros da empresa.

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Um investidor importante na Oncoclínicas está pedindo que o maior acionista, a Centaurus, compre o restante das ações da empresa. O fundo Latache, que possui 14% das ações, afirma que a Centaurus deve fazer isso porque sua participação ultrapassou 15%. Para ajudar nessa demanda, a Latache contratou dois escritórios de advocacia e levou o caso à Comissão de Valores Mobiliários. A Oncoclínicas, que trata câncer, não comentou sobre a situação, e a CVM não respondeu fora do horário comercial. Um grupo de pequenos acionistas também pediu uma oferta de compra, mas a Oncoclínicas disse que não era necessário. A Latache tentou comprar ações de outros investidores, mas não teve sucesso. A Oncoclínicas está enfrentando problemas financeiros, com um prejuízo de R$ 717,4 milhões em 2024 e uma dívida de R$ 3,2 bilhões. As ações da empresa caíram de R$ 13 no final de 2023 para R$ 1,77 em fevereiro, mas subiram para R$ 4,89 recentemente. A Latache acredita que há potencial a longo prazo na Oncoclínicas, especialmente após adquirir uma parte da empresa.

Um investidor significativo na Oncoclínicas está pressionando o maior acionista da empresa, a Centaurus Brazil Holdings LLC, a realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) após sua participação ter ultrapassado 15%. O fundo Latache, que possui 14% das ações da Oncoclínicas, argumenta que a Centaurus acionou um gatilho que a obriga a fazer a oferta. Para defender sua posição, a Latache contratou os escritórios de advocacia Warde Advogados e Rangel Advogados e levou o caso à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Oncoclínicas, que atua no tratamento de câncer, não se manifestou sobre a situação, e a CVM não respondeu fora do horário comercial. Um grupo de pequenos acionistas também solicitou uma OPA à empresa, mas a Oncoclínicas afirmou que não considerava a oferta necessária. A Latache tentou adquirir participações do Goldman Sachs e do Banco Master no final de 2024, mas o Goldman não aceitou vender.

A Oncoclínicas enfrenta dificuldades financeiras, com um prejuízo líquido de R$ 717,4 milhões em 2024 e uma dívida líquida de R$ 3,2 bilhões. A empresa está em processo de reestruturação após uma rápida expansão. As ações da Oncoclínicas, que chegaram a R$ 13 no final de 2023, caíram para R$ 1,77 em fevereiro, mas subiram para R$ 4,89 no fechamento de terça-feira, 8 de abril.

A Latache vê potencial a longo prazo na Oncoclínicas, especialmente após a compra de uma fatia de 10% da empresa. A situação atual destaca a complexidade do cenário acionário e as pressões sobre a administração da Oncoclínicas em meio a um ambiente financeiro desafiador.

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