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Vendas no comércio varejista crescem 0,50% em fevereiro, mas desaceleração é esperada

Vendas do comércio varejista crescem 0,50% em fevereiro, mas guerra comercial gera incertezas sobre inflação e poder de compra do consumidor.

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As vendas no comércio varejista aumentaram 0,50% em fevereiro, após quatro meses sem mudanças, superando o recorde de outubro, segundo o IBGE. Apesar desse crescimento, especialistas acreditam que o setor pode desacelerar, especialmente devido à intensificação da guerra comercial entre os EUA e a China. Essa situação gera incertezas sobre a inflação e o poder de compra das pessoas. O economista João Vitor Gonçalves, da Confederação Nacional do Comércio, alerta que as tarifas podem reduzir o que os consumidores conseguem comprar, afetando a economia, que ainda está forte. Ele também menciona que a instabilidade atual já está fazendo com que alguns investimentos sejam adiados, e a taxa de juros pode influenciar o comércio. O economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, observa que produtos chineses desviados para o Brasil podem trazer tanto riscos quanto vantagens, dependendo dos preços. O setor de supermercados foi o principal responsável pelo crescimento das vendas, já que as pessoas continuam comprando alimentos essenciais, mesmo com a inflação. As vendas de imóveis e eletrodomésticos também aumentaram, mas isso não é visto como uma tendência forte.

As vendas do comércio varejista cresceram 0,50% em fevereiro, após quatro meses de estabilidade, superando o recorde anterior de outubro, conforme dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar desse crescimento, especialistas alertam que o setor pode enfrentar uma desaceleração, influenciada pela intensificação da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

A nova fase da guerra comercial, marcada por retaliações da China e medidas da União Europeia, gera incertezas sobre a inflação e o poder de compra do consumidor. O economista João Vitor Gonçalves, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), destaca que o impacto das tarifas pode corroer o poder de compra, afetando a atividade econômica, que ainda se mantém em níveis elevados.

Gonçalves também menciona que a volatilidade atual já resulta em adiamentos de investimentos, e a trajetória dos juros será crucial para o comércio. A expectativa de possíveis quedas na taxa Selic ainda este ano pode influenciar o cenário. O economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, aponta que o desvio de produtos chineses para o Brasil pode trazer riscos e benefícios, dependendo da dinâmica de preços.

Em fevereiro, o setor de supermercados foi o principal responsável pelo crescimento, refletindo a demanda por produtos essenciais. Embora a inflação de alimentos tenha impactado o segmento, a necessidade de consumo básico mantém as vendas em patamares elevados. A alta nas vendas de imóveis e eletrodomésticos também foi observada, mas não é considerada uma tendência significativa, segundo Tobler.

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