Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cresce a crise habitacional na Nigéria, dificultando a vida de jovens profissionais e estudantes

A crise de habitação na Nigéria se agrava, com aluguéis subindo até 100% e jovens lutando por moradia acessível nas grandes cidades.

0:00
Carregando...
0:00

A crise de moradia na Nigéria está piorando, especialmente em cidades como Abuja e Lagos. Jovens profissionais e estudantes estão enfrentando aumentos de aluguel de até 100%. Um exemplo é Akanji Abdullahi, que se mudou para Abuja em busca de um emprego melhor, mas não conseguiu pagar os aluguéis altos. Ele aceitou um trabalho que pagava muito pouco e incluía moradia, mas acabou deixando a cidade por falta de oportunidades.

O déficit habitacional no país é alarmante, com mais de 17 milhões de casas faltando. Em Lagos, o aluguel médio de um apartamento de um quarto é de cerca de 1.295 euros, enquanto o salário médio dos jovens é de apenas 713 euros. Isso torna difícil para eles encontrarem moradia acessível. Especialistas afirmam que os preços subiram ainda mais após a pandemia, devido à inflação e ao aumento dos custos de construção.

Os estudantes são os mais afetados, com aluguéis subindo drasticamente. Por exemplo, uma estudante viu o preço de sua moradia dobrar. Além disso, muitos estudantes enfrentam condições ruins nas casas, mesmo pagando altos aluguéis. Especialistas alertam que a falta de regras e a inflação dificultam a vida financeira dos jovens. Eles pedem que o governo crie políticas para facilitar o acesso à moradia e controle de aluguéis, caso contrário, a situação pode piorar e afetar o futuro dos jovens no país.

A crise de habitação na Nigéria se intensifica, especialmente em Abuja e Lagos, onde os jovens enfrentam aumentos de aluguel de até 100%. O caso de Akanji Abdullahi, que se mudou para Abuja em busca de melhores oportunidades, ilustra essa realidade. Com um salário de 250.000 nairas (aproximadamente 148 euros), ele não conseguiu arcar com os aluguéis que superavam 1 milhão de nairas. Abdullahi acabou aceitando um emprego com um salário de apenas 15.000 nairas (cerca de 9 euros) por mês, que incluía moradia, mas decidiu deixar a cidade devido à falta de perspectivas.

A situação é alarmante, com um déficit habitacional estimado em mais de 17 milhões de unidades. Em Lagos, o aluguel médio anual de um apartamento de um quarto chega a 2,2 milhões de nairas (aproximadamente 1.295 euros). O salário médio de jovens profissionais gira em torno de 1,2 milhão de nairas (cerca de 713 euros), tornando quase impossível a obtenção de moradia acessível. Olaitan Olaoye, especialista em mercado imobiliário, destaca que os preços dispararam após a pandemia, exacerbados pela inflação e aumento dos custos de construção.

Os estudantes são os mais afetados, com relatos de aumentos de aluguel que chegam a 100% em um ano. Susan Ifeyinwa, estudante da Universidade de Port Harcourt, viu o aluguel de sua moradia saltar de 200.000 nairas (aproximadamente 118 euros) para entre 450.000 e 500.000 nairas (cerca de 267 a 297 euros). Aisha Mahmud, estudante da Universidade de Lagos, relata que, apesar dos altos preços, as condições das moradias são precárias, exigindo gastos adicionais para manutenção.

Os especialistas alertam que a falta de regulamentação e a inflação dificultam a independência financeira dos jovens. Abubakar Tabiu, professor da Universidade Usmanu Danfodiyo, enfatiza a necessidade de políticas de habitação acessível e controle de aluguéis. Sem ações efetivas, a crise habitacional pode atrasar o desenvolvimento profissional e aumentar a fuga de talentos do país.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais