O IPCA de março deve aumentar 0,56%, uma queda em relação aos 1,23% de fevereiro. No entanto, a inflação acumulada em 12 meses deve subir de 5,06% para 5,48%. Esse aumento é impulsionado principalmente pelos preços dos alimentos, como ovos, tomate e café, que estão mais altos devido à Quaresma. A inflação de domicílio também deve aumentar, passando de 0,79% em fevereiro para 1,33%. Economistas esperam que os preços dos alimentos subam 7,5% até o final do ano, o que continuará pressionando a inflação.
O Banco Central já elevou a taxa Selic para 14,25% e deve aumentar novamente em maio, mas em um valor menor que um ponto percentual. As projeções para a Selic no final de 2025 permanecem em 15%. Além disso, as expectativas de crescimento do PIB para 2025 foram reduzidas para 1,97%, refletindo uma expectativa de desaceleração econômica. O Banco Central também ajustou sua previsão de crescimento do PIB para 1,9%. As estimativas para 2026 e 2027 estão em 1,60% e 2%, respectivamente.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março deve registrar uma alta de 0,56%, conforme as projeções do Boletim Focus. Essa taxa representa uma desaceleração em relação aos 1,23% de fevereiro, mas a inflação acumulada em doze meses deve subir de 5,06% para 5,48%. A pressão sobre os preços é atribuída ao aumento dos alimentos, especialmente itens como ovos, tomate e café, influenciados pelo período da Quaresma. O economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, destacou que o clima e o aumento nos preços das proteínas também contribuem para essa elevação.
A inflação de domicílio, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE FGV), deve ficar em 1,33%, um aumento em relação aos 0,79% de fevereiro. Igor Cadilhac, economista do PicPay, prevê que os preços dos alimentos devem encerrar o ano com alta de 7,5%, sendo um dos principais fatores de pressão sobre a inflação. O professor Luiz Cunha acrescentou que, mesmo com uma possível desaceleração no segundo semestre, a inflação deve permanecer acima do teto da meta por seis meses consecutivos, o que exigirá uma explicação formal do Banco Central.
O Banco Central já elevou a taxa Selic para 14,25% e deve realizar um novo aumento em maio, embora menor que um ponto percentual. A mediana do relatório Focus para a Selic no final de 2025 permanece em 15%, indicando que os juros podem atingir o maior nível desde 2006. O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que a magnitude do ciclo de alta de juros dependerá da evolução da inflação e do compromisso com a convergência.
As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foram reduzidas para 1,97%, refletindo uma expectativa de moderação econômica devido à política monetária contracionista. O Banco Central também ajustou sua previsão de crescimento do PIB para 1,9%. A incerteza sobre a economia aumentou, e as estimativas para 2026 e 2027 permanecem em 1,60% e 2%, respectivamente.
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