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Europa resiste melhor que EUA em meio à guerra comercial e incertezas políticas

### Linha fina: Mercados europeus se destacam em meio à guerra comercial, com crescimento do PIB menos afetado e setores resilientes.

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Os mercados de ações na Europa estão se saindo melhor do que os dos Estados Unidos durante a guerra comercial entre os dois países. Enquanto o S&P 500 caiu quase 11% em 2023, os índices europeus, como o STOXX Europe 600, caíram apenas 4,4%, e o DAX da Alemanha até subiu 2,4%. Especialistas acreditam que o impacto econômico da guerra comercial será menor na Europa, com previsões de que as tarifas dos EUA podem reduzir o crescimento do PIB global e afetar menos a Eurozona. A estabilidade política na Europa também ajuda a manter a confiança dos investidores. Além disso, as ações europeias estão mais concentradas em setores que não são tão afetados por tarifas, como bens de capital, com empresas como Siemens e Schneider Electric se beneficiando. As ações europeias também têm avaliações mais baixas, o que pode facilitar retornos positivos. No entanto, ainda existem desafios, como a perda de confiança do consumidor e das empresas, e o risco de um agravamento do conflito na Ucrânia.

Os mercados de ações europeus demonstram maior resiliência em comparação aos americanos durante a intensificação da guerra comercial entre EUA e China. Enquanto o S&P 500 caiu quase 11% em 2023, índices europeus como o STOXX Europe 600 recuaram apenas 4,4%. O DAX da Alemanha, por sua vez, apresenta uma alta de 2,4%.

As previsões apontam que o impacto econômico da guerra comercial será menos severo na Europa. O economista Sebastian Raedler, do Bank of America, destaca que os aumentos de tarifas dos EUA podem reduzir o crescimento do PIB global em pelo menos 50 pontos base, com um impacto de 40 a 60 pontos base na Eurozona. A estabilidade política da região também é um fator que contribui para essa performance.

A composição setorial das ações europeias, com maior presença em setores menos afetados por tarifas, como bens de capital, fortalece sua posição. Empresas como Siemens e Schneider Electric são exemplos de setores que se beneficiam. Além disso, a avaliação mais modesta das ações europeias, que entraram na incerteza com múltiplos de 12 vezes P/E, oferece um cenário favorável para retornos positivos.

Apesar da resiliência, desafios permanecem. O Deutsche Bank alerta que a confiança do consumidor e das empresas já foi impactada, e a magnitude do dano dependerá de futuras mudanças nas políticas tarifárias. Além disso, a possibilidade de um agravamento do conflito na Ucrânia representa um risco adicional para os mercados europeus.

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