A temporada de balanços do quarto trimestre de 2024 mostrou que o mercado brasileiro enfrenta dificuldades, com juros altos e crescimento econômico parado. Um estudo da PwC Brasil revelou que empresas com baixo endividamento e gestão cuidadosa se destacaram, com um aumento médio de 7,7% na receita líquida em relação ao ano anterior. No entanto, quando ajustada pela inflação, a receita real cresceu apenas 2,8%. Os setores de varejo e alimentos tiveram um bom desempenho, enquanto a construção civil enfrentou instabilidade. O setor financeiro, que inclui grandes bancos, teve um crescimento médio de 11,6% na receita.
O índice que mede a capacidade das empresas de pagar dívidas de curto prazo se manteve estável, mas subiu para 2,2 vezes no comércio e na exploração de imóveis. Apesar do cenário desafiador, empresas de comércio e telecomunicações se destacaram pela redução de alavancagem. As ações de varejo e alimentos tiveram um início de ano positivo, com altas de 32% e 11%, respectivamente, até 10 de abril de 2025. Já o setor de construção, que teve um aumento médio de 25% nas ações, continua volátil e vulnerável a mudanças econômicas, especialmente devido à guerra comercial entre Estados Unidos e China.
A temporada de balanços do quarto trimestre de 2024 trouxe um panorama desafiador para o mercado brasileiro, marcado por juros altos e um crescimento econômico estagnado. Apesar das expectativas moderadas, um estudo da PwC Brasil revelou que empresas com baixo endividamento e gestão conservadora se destacaram, apresentando um aumento médio de 7,7% na receita líquida em comparação ao ano anterior. No entanto, a receita líquida real, ajustada pela inflação, cresceu apenas 2,8%.
Os setores de varejo e alimentos mostraram valorização significativa, enquanto a construção civil enfrentou volatilidade. O setor financeiro, que inclui grandes bancos, teve um desempenho ainda mais positivo, com um crescimento médio de 11,6% na receita de intermediação financeira. Alessandro Marchesino, sócio da PwC Brasil, destacou que a análise excluiu o setor financeiro para evitar distorções, dada a diferença nas estruturas de receita.
O índice de liquidez das empresas, que mede a capacidade de honrar compromissos financeiros de curto prazo, permaneceu estável, mas subiu para 2,2 vezes no comércio e na exploração de imóveis. Apesar do cenário desafiador, empresas de comércio e telecomunicações se destacaram pela gestão estratégica da redução de alavancagem. Por outro lado, o setor de construção não apresentou resultados positivos, refletindo a dificuldade em honrar dívidas em um ambiente de juros elevados.
As ações de varejo e alimentos tiveram um início de ano promissor, com valorização média de 32% e 11%, respectivamente, até 10 de abril de 2025. No entanto, o setor de construção, apesar de uma alta média de 25% nas ações, continua sendo volátil e suscetível a mudanças no cenário econômico, especialmente devido à guerra comercial entre Estados Unidos e China. O ambiente de gestão mais disciplinada observado em 2024 sugere que o foco deve ser em empresas consolidadas e com compromisso com a redução do endividamento.
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