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Investidores se afastam dos EUA em meio a incertezas econômicas e guerra tarifária

Dólar em queda e rendimentos dos Treasuries em alta refletem desconfiança crescente na economia dos EUA, enquanto a confiança do consumidor despenca.

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Neel Kashkari, do Federal Reserve de Minneapolis, alertou que os investidores estão se afastando dos Estados Unidos como um lugar seguro para investir. Ele destacou que a queda do dólar e o aumento dos rendimentos dos Treasuries mostram uma mudança nas preferências dos investidores, que estão preocupados com a economia americana. Desde o início da guerra tarifária de Donald Trump, os ativos dos EUA têm perdido valor, com o dólar atingindo a mínima de três anos em relação a outras moedas. A confiança do consumidor também caiu drasticamente, com um índice de 50,8, o segundo mais baixo desde 1952. As expectativas de inflação aumentaram para 6,7%, o maior nível desde 1981. Kashkari afirmou que, se não houver acordos comerciais rápidos, a situação pode demorar a melhorar. A recente redução temporária das tarifas anunciada por Trump não foi suficiente para reverter a tendência negativa. A situação atual gera preocupações sobre o impacto na economia, que depende muito do consumo, responsável por cerca de 70% do PIB dos Estados Unidos.

O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, alertou que investidores estão se afastando dos Estados Unidos como um destino seguro para investimentos. Ele destacou que a queda do dólar e o aumento dos rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano) refletem uma mudança nas preferências dos investidores, que agora veem o país com crescente desconfiança econômica.

Desde o início da guerra tarifária promovida por Donald Trump, os ativos americanos têm perdido força. Nesta sexta-feira, o dólar atingiu a mínima de três anos em relação a outras moedas fortes, enquanto os rendimentos dos Treasuries continuam a subir, indicando uma fuga de investidores e uma percepção negativa sobre a economia americana. A inflação e a confiança do consumidor também estão em queda, com dados da Universidade de Michigan mostrando um nível histórico de pessimismo.

Kashkari mencionou que, se os acordos comerciais não forem feitos rapidamente, pode demorar para que os mercados e a inflação se estabilizem. Ele observou que a redução das tarifas por 90 dias anunciada por Trump não foi suficiente para reverter a tendência negativa dos ativos americanos. O chefe de pesquisa de câmbio do Deutsche Bank, George Saravelos, afirmou que “o estrago já foi feito”, e que a situação atual é mais sensível às decisões do governo.

A confiança do consumidor despencou 11% em abril, atingindo um índice de 50,8, o segundo mais baixo desde 1952. As expectativas de inflação também aumentaram, com a previsão para o próximo ano subindo para 6,7%, o maior nível desde 1981. O cenário atual gera preocupações sobre o impacto na economia, que depende fortemente do consumo, responsável por cerca de 70% do PIB dos Estados Unidos.

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