A rentabilidade média dos exportadores brasileiros subiu 5% no início de 2025, graças à desvalorização do real. No entanto, essa melhora está sendo ameaçada pela queda nos preços de exportação e pelo aumento dos custos de produção, especialmente de insumos importados. Os dados mostram que, apesar do câmbio ter se desvalorizado em 19,3%, o preço médio das exportações caiu 4,7% e os custos de produção aumentaram 8,3%. Insumos importados subiram 11,1%, enquanto os nacionais aumentaram 8,6%. Setores como a extração de petróleo e gás natural enfrentaram quedas de preços de 11,3%, e a extração de minerais não metálicos teve uma queda ainda maior, de 22,7%. Por outro lado, a agropecuária teve uma leve queda de 1,1% nos preços. Para o segundo bimestre, a expectativa é que a rentabilidade permaneça estável, mas a incerteza sobre a disputa comercial global pode afetar os preços de embarque e a rentabilidade dos exportadores.
A rentabilidade média do exportador brasileiro aumentou 5% no primeiro bimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela desvalorização do real. Apesar da recuperação parcial da moeda, os ganhos estão sendo ameaçados pela queda nos preços de exportação e pelo aumento dos custos de produção, especialmente de insumos importados.
Os dados da Fundação Centro de Estudos para o Comércio Exterior (Funcex) mostram que, embora o câmbio tenha se desvalorizado 19,3%, o preço médio das exportações caiu 4,7% e os custos de produção aumentaram 8,3%. A especialista Daiane Santos destacou que os insumos importados subiram 11,1%, refletindo a desvalorização do real, enquanto os insumos nacionais aumentaram 8,6%.
Setores como a extração de petróleo e gás natural enfrentaram quedas significativas nos preços, com uma redução de 11,3%, o que impactou a rentabilidade. O setor de extração de minerais não metálicos teve uma queda ainda maior, de 22,7%. Em contraste, a agropecuária apresentou uma leve queda de 1,1% nos preços, mantendo-se no azul.
Para o segundo bimestre, a Funcex projeta que a rentabilidade deve permanecer estável, com uma média do câmbio nominal semelhante. A expectativa é que a disputa comercial global influencie os preços de embarque, mas a incerteza persiste. O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, alertou que a desaceleração global pode afetar ainda mais a rentabilidade dos exportadores brasileiros.
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