A indústria de seguros no Brasil enfrenta problemas devido às mudanças climáticas e à baixa adesão aos seguros. Kaspar Mueller, CEO da Swiss Re, afirmou que eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, estão se tornando mais comuns, aumentando o gap de proteção. Ele citou que, no Rio Grande do Sul, as perdas econômicas chegaram a R$ 89 bilhões, mas apenas R$ 6 bilhões estavam segurados, resultando em uma lacuna de 93%. Essa situação é agravada pela falta de exigência de seguros por instituições financeiras e pela ausência de políticas públicas eficazes no Brasil. Mueller também destacou que contratos anuais são melhores, pois permitem que as seguradoras atualizem suas análises de risco com dados recentes. Ele acredita que o Brasil tem grande potencial para expandir o setor de seguros, mas isso depende de um compromisso maior com a resiliência climática e a proteção contra riscos.
A indústria de seguros enfrenta desafios crescentes devido às mudanças climáticas e à baixa penetração de seguros na América Latina, segundo Kaspar Mueller, CEO da Swiss Re. Ele destacou que eventos climáticos extremos no Brasil, como secas e enchentes, estão se tornando mais frequentes, aumentando o gap de proteção.
Mueller apontou que as perdas econômicas decorrentes de desastres naturais superam os valores segurados. Em um exemplo recente, o Rio Grande do Sul registrou perdas de R$ 89 bilhões, mas apenas R$ 6 bilhões estavam cobertos por seguros, resultando em uma lacuna de proteção de 93%. Essa discrepância evidencia a necessidade de políticas públicas eficazes.
O CEO da Swiss Re também mencionou que a falta de exigência por seguros por parte de instituições financeiras contribui para essa situação. Ele criticou a ausência de políticas públicas estruturadas no Brasil, que limitam a proteção de ativos essenciais. Em comparação, países como o México têm avançado em iniciativas que envolvem parcerias entre o setor público e privado.
Mueller enfatizou a importância de contratos anuais em vez de plurianuais, permitindo que as seguradoras ajustem suas análises de risco com dados atualizados sobre eventos climáticos. Ele acredita que o Brasil tem um potencial enorme para o crescimento do setor de seguros, mas isso depende de um compromisso mais forte com a resiliência climática e a proteção contra riscos.
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