O Banco Central Europeu (BCE) cortou as taxas de juros pela sétima vez, reduzindo a taxa de depósito para 2,25%, a de refinanciamento para 2,40% e a de empréstimo para 2,65%. Essa decisão era esperada e não causou grandes mudanças no mercado. A presidente do BCE, Christine Lagarde, alertou que as tarifas dos Estados Unidos podem prejudicar o crescimento da zona do euro, embora o impacto na inflação ainda não esteja claro. Lagarde afirmou que o BCE seguirá uma abordagem baseada em dados para manter a inflação em torno de 2% no médio prazo, sem se comprometer com um caminho fixo para as taxas de juros. Ela também mencionou que a redução de 25 pontos-base foi um consenso entre os membros do BCE, e a ideia de um corte maior foi discutida, mas não apoiada. O BCE acredita que o processo de desinflação está avançando bem e que a inflação está se comportando como esperado. Apesar da resiliência da zona do euro a choques globais, o BCE notou que o cenário de crescimento piorou devido a tensões comerciais, o que pode afetar a confiança de empresas e famílias. Além disso, o crescimento dos salários está desacelerando e as empresas estão absorvendo parte do aumento dos custos trabalhistas, ajudando a reduzir a inflação.
O Banco Central Europeu (BCE) reduziu, nesta quinta-feira, as taxas de juros pela sétima vez no ciclo atual de flexibilização monetária. A taxa de depósito foi ajustada para 2,25%, a de refinanciamento para 2,40% e a de empréstimo para 2,65%.
A decisão, amplamente esperada pelo mercado, teve pouco impacto nas negociações. O BCE enfatizou o aumento das incertezas econômicas, especialmente devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, alertou que a política tarifária americana terá um impacto negativo no crescimento da zona do euro. O efeito sobre a inflação, contudo, ainda é incerto.
Lagarde reforçou que o BCE manterá uma abordagem baseada em dados para garantir que a inflação se estabilize em 2% no médio prazo. Não há compromisso com um caminho específico para as taxas de juros.
Em entrevista, a presidente do BCE afirmou que a redução de 25 pontos-base foi um consenso entre os membros. A possibilidade de um corte maior, de 50 pontos-base, foi discutida, mas não houve apoio.
O BCE avaliou que o processo de desinflação está “bem encaminhado” e que a inflação evoluiu conforme o esperado em março. Indicadores apontam para uma estabilização sustentada próxima da meta de 2%.
Apesar da resiliência da zona do euro a choques globais, o BCE destacou que o cenário de crescimento “piorou em razão do aumento das tensões comerciais”. A incerteza pode afetar a confiança de empresas e famílias.
O banco central observa que o crescimento dos salários está moderando e que as empresas têm absorvido parte do aumento do custo trabalhista, contribuindo para a redução da inflação.
Entre na conversa da comunidade