Especialistas financeiros estão adaptando a regra 50-30-20, criada por Elizabeth Warren, para a realidade brasileira, mudando-a para 50-35-15. Essa nova divisão busca ajudar as pessoas a organizarem suas finanças de acordo com o custo de vida no Brasil, que é mais alto. A regra original sugere que 50% da renda seja usada em gastos essenciais, 30% em prioridades financeiras e 20% em estilo de vida. No entanto, com o aumento dos custos como aluguel e alimentação, a nova proposta permite um melhor equilíbrio financeiro. A planejadora Cleicia Regina destaca que é importante personalizar essa regra, pois cada pessoa tem um salário e despesas diferentes. A adaptação pode ser útil para jovens que não pagam aluguel, permitindo que eles economizem mais. Para famílias com orçamento apertado, como mulheres chefes de família com salário mínimo, essa regra pode ajudar a melhorar a relação com o dinheiro. O especialista Danilo Brito recomenda que quem tem dívidas deve priorizar o pagamento delas e usar o que sobra para criar uma reserva de emergência, que deve cobrir pelo menos seis meses de despesas.
Regra de orçamento pessoal é adaptada à realidade brasileira
Especialistas financeiros ajustam a regra 50-30-20, criada por Elizabeth Warren, para 50-35-15, visando atender às necessidades e particularidades do cenário econômico do Brasil. A adaptação busca auxiliar na organização das finanças pessoais.
A regra original propõe dividir a renda em gastos essenciais (50%), prioridades financeiras (30%) e estilo de vida (20%). No entanto, o planejador financeiro Danilo Brito, da Planejar, explica que o custo de vida no Brasil é, em geral, mais elevado, o que exige uma revisão das porcentagens.
Método auxilia no equilíbrio financeiro
A adaptação para 50-35-15 permite um melhor equilíbrio, considerando que muitos brasileiros enfrentam desafios como aluguel, alimentação e transporte. A medida que o método ajuda na organização da função de cada parte do orçamento, promove um equilíbrio das finanças.
A planejadora financeira Cleicia Regina ressalta a importância de adaptar o método à realidade individual. “É fundamental considerar o salário e as despesas de cada pessoa”, afirma. A especialista alerta que tentar seguir a regra à risca, sem levar em conta as variáveis pessoais, pode gerar frustração.
Jovens e famílias podem se beneficiar
A regra adaptada pode ser especialmente útil para jovens que não pagam aluguel, permitindo aumentar a porcentagem destinada à poupança. Para mulheres que são chefes de família e possuem salário mínimo, o método pode ser um ponto de partida para uma relação mais saudável com o dinheiro.
Brito orienta que, caso haja comprometimento com dívidas ou financiamentos, a prioridade deve ser a quitação. A sobra deve ser direcionada para a reserva de emergência, investimentos ou objetivos de vida. O ideal é que a reserva de emergência cubra de seis meses de custo de vida.
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