A Raymond James rebaixou a recomendação das ações da Amazon de “compra forte” para “desempenho acima da média” e cortou o preço-alvo de US$ 275 para US$ 195, devido a preocupações com os lucros e dificuldades na monetização. O analista Josh Beck apontou que tarifas e investimentos em diversificação da cadeia de suprimentos, especialmente com a redução da dependência da China, podem aumentar os custos. A Amazon depende de cerca de 15% de sua receita de publicidade da China, além de 30% do volume de mercadorias vendidas online. As ações da empresa caíram mais de 5% em abril e estão com uma queda de 21,3% no ano. Os investidores esperam os resultados financeiros do primeiro trimestre, que serão divulgados em 1º de maio. Apesar das preocupações, a Raymond James acredita que os investimentos da Amazon em inteligência artificial são promissores, embora a monetização ainda seja um desafio.
Raymond James reduz recomendação para ações da Amazon devido a riscos e tarifas
A Raymond James rebaixou a classificação das ações da Amazon, de “strong buy” (compra forte) para “outperform” (desempenho acima da média), em relatório divulgado nesta segunda-feira. A decisão ocorre em meio a preocupações com a performance da empresa e incertezas macroeconômicas.
Analistas da Raymond James também reduziram o preço-alvo das ações da Amazon, de US$ 275 para US$ 195, o que representa um potencial de valorização de 13% em relação ao fechamento de quinta-feira. A mudança reflete os riscos crescentes para o lucro (EBIT) e a dificuldade em monetizar investimentos.
Impacto de tarifas e diversificação da cadeia de suprimentos
O analista Josh Beck destacou que as tarifas e a intensificação dos investimentos representam obstáculos para a Amazon. Além disso, a diversificação da cadeia de suprimentos, com a redução da dependência da China, pode gerar custos adicionais.
De acordo com a Raymond James, cerca de 15% da receita de publicidade da Amazon está relacionada à China, um percentual superior aos 11% da Meta Platforms. Aproximadamente 30% do volume bruto de mercadorias vendidas online também provém do país.
Ações da Amazon em queda
As ações da Amazon acumularam uma queda de mais de 5% em abril e estão em baixa de 21,3% no ano até o momento. Os investidores aguardam os resultados financeiros do primeiro trimestre, que serão divulgados em 1º de maio, para avaliar a situação da empresa.
Apesar das preocupações de curto prazo, a Raymond James mantém uma visão construtiva em relação aos investimentos de longo prazo da Amazon em inteligência artificial (IA). No entanto, a empresa reconhece que a monetização desses investimentos é um desafio.
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