Os Fundos de Investimentos em Cadeias Agroindustriais, conhecidos como Fiagros, tiveram um bom desempenho no começo de 2025, com alguns rendendo mais de 50%. O IAGR11 se destacou, alcançando 52,77% de retorno entre janeiro e abril. Outros fundos, como o CPTR11 e o XPCA11, também tiveram bons resultados, com 37,14% e 28,89%, respectivamente. Essa recuperação se deve ao aumento dos preços no setor agroindustrial e à estabilidade nas taxas de juros. No entanto, especialistas alertam que esses fundos ainda são vulneráveis a mudanças nas taxas de juros e a choques no mercado. Eles destacam que a baixa liquidez e a forte ligação com as commodities agrícolas aumentam os riscos. Portanto, é recomendado ter cautela antes de investir em Fiagros, pois o setor enfrenta incertezas.
Os Fundos de Investimentos em Cadeias Agroindustriais (Fiagros) tiveram um desempenho notável no início de 2025, com alguns apresentando rendimentos superiores a 50%. Um levantamento da Quantum Finance, que analisou 42 fundos listados na B3, revelou que o SFI Investimentos do Agronegócio (IAGR11) lidera com um retorno de 52,77% entre 2 de janeiro e 16 de abril. O Capitânia Agro Strategies (CPTR11) e o XP Crédito Agrícola (XPCA11) seguem com 37,14% e 28,89%, respectivamente.
A recuperação dos preços no setor agroindustrial e a estabilidade da curva de juros foram fatores que contribuíram para esses resultados. Gianluca Di Matina, especialista da Hike Capital, observa que muitos fundos do top 10 estavam com suas cotas descontadas após perdas significativas nos trimestres anteriores. Ele destaca que a liquidação antecipada da carteira de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) do IAGR11 gerou um ganho extraordinário, mas alerta que isso não deve ser visto como um desempenho sustentável.
Vulnerabilidades dos Fiagros
Apesar dos resultados positivos, Di Matina adverte que os Fiagros continuam vulneráveis a oscilações de juros e choques de mercado. Ele menciona que a classe de ativos é sensível a fatores como a política tarifária e as ameaças protecionistas, especialmente sob a influência de Donald Trump. A baixa liquidez e a forte correlação com commodities agrícolas também aumentam os riscos.
O especialista conclui que, neste momento, não é um bom momento para alocar recursos em Fiagros, dado o risco sistêmico do setor e a dependência de fatores difíceis de prever. A análise atual sugere cautela para investidores interessados nesse tipo de fundo.
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