A Shell decidiu sair de três projetos de gás natural na costa do Caribe colombiano, conforme anunciou a Ecopetrol, a empresa estatal do país. A Shell, que controlava 50% dos blocos desde 2020, tomou essa decisão para reduzir custos e focar em gás liquefeito. A Ecopetrol, que possui a outra metade, está em busca de novas parcerias para continuar as explorações. A Colômbia teve uma das maiores descobertas de gás em 2017, mas o presidente Gustavo Petro suspendeu contratos de exploração de hidrocarbonetos em 2024, priorizando fontes de energia renováveis. Os preços do gás em Bogotá aumentaram 36% este ano devido à escassez. A Ecopetrol planeja iniciar a produção no projeto do Caribe entre 2031 e 2032. A saída da Shell se soma a outras petroleiras, como Cepsa e ExxonMobil, que também deixaram o setor na Colômbia. Especialistas alertam que a suspensão dos contratos pode afetar novos investimentos e a autossuficiência energética do país, com um professor de economia afirmando que a economia colombiana está se enfraquecendo.
A Shell anunciou sua retirada de três projetos de gás natural na costa do Caribe colombiano, conforme comunicado da Ecopetrol, a empresa estatal do país. A decisão, divulgada nesta quinta-feira, está alinhada com a estratégia da Shell de reduzir custos e focar em gás liquefeito. A multinacional controlava 50% dos blocos desde 2020.
A Ecopetrol, que detém a outra metade dos blocos, busca novas parcerias para continuar as explorações. A descoberta de gás, considerada uma das maiores em 28 anos na Colômbia, foi anunciada em 2017. O presidente da República, Gustavo Petro, suspendeu contratos de exploração de hidrocarbonetos em 2024, priorizando fontes renováveis como solar e eólica.
O aumento de preços do gás em Bogotá, que chegou a 36% neste ano, é atribuído à escassez nacional. A Ecopetrol reafirma que sua prioridade é atender à demanda nacional de gás e planeja iniciar a produção no projeto do Caribe entre 2031 e 2032. A saída da Shell se junta a outras petroleiras, como Cepsa, Repsol, ExxonMobil, Chevron e ConocoPhillips, que também abandonaram o setor de hidrocarbonetos na Colômbia nos últimos anos.
Especialistas alertam que a suspensão dos contratos pode desincentivar novos investimentos e comprometer a autossuficiência energética do país. O professor de economia da Universidade Javeriana, Jorge Restrepo, destacou que “a economia colombiana está se definhando”.
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