Fábio Faccio, presidente da Lojas Renner, falou sobre a incerteza causada pela guerra tarifária entre os EUA e a China, que afeta o ambiente de negócios no Brasil, já complicado pela inflação e juros altos. Ele disse que ainda é cedo para saber como isso impactará as empresas brasileiras, mas a instabilidade gera insegurança nos investimentos. Faccio mencionou que 65% das roupas da Renner são feitas no Brasil, mas a globalização significa que sempre há alguma parte do produto que pode ser importada. Ele também anunciou que a Lojas Renner planeja abrir cerca de 35 novas lojas este ano. Sobre a chegada da H&M ao Brasil, ele vê isso como algo positivo, pois aumenta a concorrência. No entanto, ele criticou a diferença na carga tributária entre empresas brasileiras e estrangeiras, afirmando que as brasileiras pagam muito mais impostos.
A Lojas Renner enfrenta um cenário desafiador devido à inflação e juros elevados, além das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. O presidente da empresa, Fábio Faccio, destacou a incerteza gerada pela guerra tarifária e a necessidade de isonomia tributária no setor.
Faccio afirmou que é cedo para avaliar os impactos das tarifas sobre as empresas brasileiras. Ele ressaltou que a instabilidade atual não é benéfica para os investimentos. “Essa instabilidade não é boa para ninguém no mundo”, disse. Embora a Lojas Renner produza 65% de suas peças no Brasil, a globalização torna difícil afirmar que não haverá impactos.
O executivo participou do painel “Sucesso baseado em dados” no Web Summit Rio, onde discutiu o uso de dados e inteligência artificial no varejo. Ele mencionou que o baixo desemprego e a massa salarial recorde podem ajudar a mitigar os efeitos negativos da inflação e dos juros altos. A Lojas Renner planeja abrir cerca de 35 lojas em 2025, incluindo 15 a 20 da marca Renner e 10 a 15 da Youcom.
Concorrência e Tributação
A chegada da H&M ao Brasil, prevista para o final do ano, foi vista como uma oportunidade positiva para aumentar a competitividade no mercado. “É sempre bom ter bons competidores, novas empresas”, afirmou Faccio. Ele destacou que a isonomia tributária é essencial para que todos os players do setor tenham condições justas.
Faccio criticou a atual taxação sobre plataformas de e-commerce estrangeiro, considerando-a insuficiente para equilibrar a concorrência. Ele apontou que as empresas brasileiras pagam em média 89% de impostos, enquanto as estrangeiras pagam cerca de 44,6%. “Ainda não é uma situação de isonomia”, concluiu.
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