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Séniores ativos impulsionam inovação e crescimento no mercado de trabalho espanhol

Estudo revela que profissionais entre 55 e 75 anos geram 25% do PIB da Espanha, destacando a importância da experiência no mercado atual.

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Em Espanha, não é obrigatório se aposentar aos 65 anos, e muitos profissionais mais velhos continuam trabalhando, contribuindo para a economia. Um estudo recente mostra que 25% do PIB vem de pessoas entre 55 e 75 anos, com um aumento no número de trabalhadores ativos acima dos 65 anos. Esses profissionais, muitos deles com experiência em liderança, estão se adaptando às novas tecnologias para permanecer no mercado. Por exemplo, Juan Miguel Martínez Gabaldón, de 70 anos, acredita que a experiência é valiosa e que a colaboração entre gerações é essencial. Miguel Ángel Lorente, de 73 anos, está à frente de uma empresa de biotecnologia e usa inteligência artificial em seu trabalho. Luis Castillo, ex-diretor de banco, também se adapta às novas tecnologias e lidera uma consultoria para pessoas acima de 50 anos. Há muitos executivos seniores em grandes empresas, mostrando que a experiência e a capacidade de adaptação são importantes no ambiente de trabalho atual.

Em Espanha, a aposentadoria aos 65 anos não é obrigatória, permitindo que muitos profissionais seniores continuem ativos. Um estudo recente indica que 25% do PIB é gerado por pessoas entre 55 e 75 anos, evidenciando a relevância da experiência e da adaptação tecnológica.

O aumento no número de trabalhadores acima de 65 anos é notável. Em 2024, o Instituto Nacional de Estatística (INE) registrou um crescimento de 9,4% entre os 322.700 ativos de 65 a 69 anos. Além disso, 56.400 pessoas com 70 anos ou mais permanecem no mercado. A União de Profissionais e Trabalhadores Autónomos de Espanha (UPTA) aponta que 20% dos 194.128 autônomos ativos até 64 anos atuam por iniciativa própria.

Importância da Experiência

Profissionais seniores, como Juan Miguel Martínez Gabaldón, CEO da Galletas Gullón, destacam que a experiência traz uma visão que não se aprende em livros. Ele enfatiza a importância de equilibrar a experiência com a inovação trazida pelos mais jovens. “Liderar é acompanhar mais do que mandar”, afirma.

Miguel Ángel Lorente, ex-diretor geral do Banco Santander, também se adapta às novas tecnologias. Aos 73 anos, ele lidera uma biotecnológica que utiliza algoritmos de inteligência artificial para diagnósticos médicos. “Adaptar suas habilidades a um novo setor exige esforço e vontade”, diz Lorente.

Colaboração Intergeracional

Luis Castillo, ex-executivo de banca e atual presidente da SeniorsLeading, ressalta a necessidade de colaboração entre gerações. Ele desenvolve projetos que integram profissionais acima de 50 anos e acredita que a tecnologia não deve ser vista como inimiga, mas como uma ferramenta essencial.

A presença de líderes seniores é notável em grandes empresas, como Iberdrola e ACS, onde executivos com mais de 70 anos continuam a influenciar o mercado. A presidente da Seguros Ocaso, Isabel Castelo D’Ortega, aos 95 anos, é um exemplo de longevidade no comando, com a empresa alcançando um lucro de R$ 128 milhões em 2024.

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