Um novo perfil das empregadas domésticas no Brasil mostra que 66% delas são mulheres negras, 57% são chefes de família e 34% são mães solo. Esse estudo, feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social, pela Organização Internacional do Trabalho e pela Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas, abrange quase 6 milhões de pessoas. Apenas 25% têm carteira assinada, mesmo após 12 anos da aprovação da PEC das Domésticas. Além disso, dois terços recebem salários abaixo do mínimo e apenas 36% conseguem fazer contribuições para a previdência. A situação de estafa é preocupante, com 70% das empregadas relatando cansaço crônico.
Empregadas domésticas no Brasil são majoritariamente mulheres negras, representando 66% da categoria, segundo um novo perfil elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas. O estudo, realizado em março com 665 trabalhadoras de diversas regiões, revela que 57% são chefes de família e 34% são mães solo.
A formalização do trabalho ainda é um desafio, com apenas 25% das empregadas possuindo carteira assinada, mesmo após 12 anos da aprovação da PEC das Domésticas. A pesquisa também aponta que dois terços das trabalhadoras recebem salários abaixo do mínimo. Além disso, apenas 36% conseguem contribuir para a previdência social.
Outro dado alarmante é que 70% das empregadas se sentem cronicamente cansadas, refletindo a carga de trabalho e as condições precárias enfrentadas. O perfil inédito abrange quase 6 milhões de pessoas e destaca a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a valorização e a proteção dos direitos dessas trabalhadoras.
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