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Colômbia enfrenta crise no cultivo de algodão e se torna dependente de importações

Crise do algodão na Colômbia se agrava com área plantada em mínimo histórico e dependência crescente de importações. Futuro incerto até 2026.

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A produção de algodão na Colômbia está em crise, com a área plantada caindo para um mínimo histórico e o país se tornando dependente de importações. A Confederação Colombiana do Algodão alertou que a situação deve piorar até 2026, devido a margens de lucro baixas, falta de financiamento e apoio do governo. Desde a abertura econômica nos anos 1990, a produção local foi severamente afetada, e atualmente restam apenas três fábricas de fiação no país. A comunicação entre os produtores e o governo está fraca, levando muitos a desistirem de cultivar algodão. A área plantada caiu de 400.000 hectares nas décadas passadas para quase 14.000 hectares em 2022. Além disso, a competição com fibras sintéticas e a falta de processos de fiação têm dificultado a recuperação do setor. Embora o governo tenha tentado proteger a produção com tarifas sobre roupas importadas, isso não foi suficiente para ajudar toda a cadeia produtiva. A Confederação lançou um plano para revitalizar a cultura do algodão, mas a crise nas fábricas têxteis e a entrada de matérias-primas mais baratas de outros países complicaram ainda mais a situação. Os preços do algodão caíram, tornando o cultivo menos atrativo para os agricultores, que preferem plantar outras culturas que oferecem retorno mais rápido. Para salvar o setor, é necessário recuperar os processos de fiação e promover o cultivo de algodão orgânico, que pode ser mais competitivo e sustentável.

A Confederação Colombiana do Algodão (Conalgodón) alertou sobre a crise iminente da cultura do algodão no país, com a área plantada caindo para um mínimo histórico. A produção, que já foi robusta, enfrenta desafios como margens de rentabilidade reduzidas, problemas de financiamento e falta de apoio governamental. Desde a abertura econômica dos anos 1990, a Colômbia se tornou dependente de importações, perdendo competitividade.

O presidente executivo da Conalgodón, César Pardo, afirmou que a situação se tornará absolutamente crítica a partir de 2026. Atualmente, restam apenas três fábricas de fiação, uma queda significativa em relação às 25 existentes há uma década. A associação também informou que solicitou a suspensão de fundos do setor, como o Fundo de Desenvolvimento do Algodão, que não possui mais recursos devido à drástica redução da produção.

Em 2022, a área plantada de algodão caiu para quase 14 mil hectares, comparado a 400 mil a 500 mil hectares nas décadas de 1960 a 1990. Essa queda é atribuída a fatores como violência no campo, baixa competitividade e altos custos de energia. O uso crescente de fibras sintéticas e a concorrência internacional também impactaram negativamente a produção nacional.

Desafios e Propostas

Pardo destacou que, apesar de uma tarifa de 40% sobre roupas importadas, outros elos da cadeia não foram considerados. A Conalgodón lançou a campanha Algodón 2025, visando reviver o setor, com a meta de aumentar a área cultivada para 38 mil hectares e produzir 40 mil toneladas de algodão. No entanto, a crise nas fábricas têxteis, que consumiam 80 mil toneladas de algodão, reduziu esse número para apenas 14 mil toneladas.

Os preços do algodão na Colômbia, que costumavam variar entre R$ 7,5 milhões e R$ 8 milhões por tonelada, caíram para R$ 6 milhões e R$ 6,5 milhões. Essa queda de preços, aliada à falta de rentabilidade, levou muitos agricultores a desistirem do cultivo. Pardo ressaltou que, sem novos processos de fiação, o futuro da cultura do algodão na Colômbia é incerto.

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