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Brasil atrai investidores internacionais com ativos descontados e potencial de recuperação

Brasil atrai investidores com ativos a preços baixos, mas enfrenta desafios fiscais e incertezas políticas que podem afetar o crescimento.

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O Brasil está enfrentando problemas fiscais e políticos, com a dívida pública aumentando e a necessidade de reformas. Apesar disso, a gestora Ashmore vê oportunidades de investimento no país, destacando que os ativos estão com preços baixos e que a economia deve crescer 3,4% em 2024. No entanto, há preocupações com a deterioração fiscal e incertezas políticas. A Ashmore observa que os preços dos ativos brasileiros estão em níveis baixos, o que pode ser atraente para investidores. O Brasil, que é um grande exportador de commodities e tem uma matriz energética limpa, ainda possui fundamentos econômicos sólidos, mas a gestão fiscal é criticada. O novo arcabouço fiscal do governo Lula é visto como fraco, com metas de superávit sendo revistas para baixo. A fuga de capitais e a inflação elevada levaram o Banco Central a aumentar os juros, o que pode impactar o crescimento futuro. As eleições de 2026 já estão influenciando a percepção dos investidores, com a popularidade de Lula em queda e incertezas sobre sua capacidade de restaurar a confiança nas contas públicas. A Ashmore acredita que a eleição de um novo líder, como Tarcísio de Freitas, poderia melhorar a situação econômica e atrair investimentos. O Brasil precisa aumentar os investimentos em infraestrutura para garantir um crescimento sustentável, já que a taxa de investimento está abaixo de 20% do PIB há décadas.

O Brasil, apesar de enfrentar desafios fiscais e políticos, voltou a atrair a atenção de investidores internacionais, segundo a gestora britânica Ashmore. Em um relatório recente, a empresa destaca que o país apresenta oportunidades de investimento com ativos a preços baixos, prevendo um crescimento de 3,4% em 2024.

A Ashmore observa que os preços dos ativos brasileiros estão em níveis considerados “humilhantes”. Embora a confiança dos investidores esteja abalada, a gestora acredita que reformas estruturais podem restaurar a confiança. O Brasil, com uma economia diversificada e competitiva, ainda é visto como uma “terra do futuro”, conforme descrito pelo escritor Stefan Zweig.

Oportunidades e Desafios

Entre os atrativos, estão o real desvalorizado, taxas de juros reais elevadas e uma Bolsa de Valores com forte desconto. A taxa Selic está em 14,25%, o que eleva o juro real a quase 10%. A deterioração fiscal, no entanto, gera incertezas, com um déficit fiscal de 8,5% do PIB e uma dívida bruta de 76% do PIB.

A gestora ressalta que, apesar dos problemas fiscais, os ativos brasileiros carregam um prêmio de risco elevado, atraindo investidores dispostos a apostar em um novo ciclo de estabilidade. O Brasil é o maior exportador global de produtos como soja e carne, e possui uma matriz energética limpa, com 88% de sua energia proveniente de fontes renováveis.

Cenário Político e Eleições de 2026

As incertezas políticas também afetam a percepção dos investidores. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta desgaste, e há uma crescente desconfiança sobre sua capacidade de restaurar a confiança nas contas públicas. A Ashmore aponta que a atual gestão pode aumentar os gastos públicos em busca de apoio eleitoral, o que pode agravar a situação fiscal.

As eleições presidenciais de 2026 já influenciam o cenário econômico. A gestora acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro, embora inelegível, ainda exerce influência e pode apoiar um candidato alinhado à centro-direita. O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é visto como um nome forte para a disputa, podendo impactar positivamente a confiança dos investidores.

A Ashmore conclui que o Brasil precisa retomar investimentos em infraestrutura para garantir um crescimento sustentável, já que a taxa de investimento está abaixo de 20% do PIB desde os anos 1990.

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