A Coreia do Sul está enfrentando problemas de baixa produtividade e uma queda na natalidade, o que já resulta em uma carga de trabalho de 52 horas por semana, uma das mais altas do mundo. Agora, empresas como Samsung e Hyundai estão pensando em aumentar essa carga para até 69 horas semanais. Isso gerou protestos entre os trabalhadores, especialmente porque a Samsung já implementou um sistema onde executivos podem trabalhar seis dias por semana para tentar resolver a crise no setor. Enquanto isso, um projeto no parlamento sugere a adoção da semana de trabalho de quatro dias, reduzindo a carga semanal para 36 horas. A situação é complicada, pois a Samsung viu um aumento de 23% nos lucros de sua divisão de dispositivos móveis após mudanças nos horários de trabalho, tornando a transição para uma carga menor mais difícil.
A Coreia do Sul enfrenta uma crise de produtividade e baixa natalidade, levando a uma carga horária de trabalho já elevada de 52 horas semanais. Recentemente, empresas como Samsung e Hyundai consideram aumentar essa jornada para até 69 horas. Essa proposta surge em um contexto onde outros países buscam implementar a semana de trabalho de quatro dias.
A Samsung ativou um “modo de emergência” em abril de 2024, permitindo que executivos trabalhassem seis dias por semana para enfrentar a crise no setor. A empresa afirma que essa decisão é voluntária, mas a prática de trabalhar até altas horas da madrugada é comum entre os sul-coreanos, gerando protestos de sindicatos e funcionários.
Em fevereiro, o líder da oposição apresentou um projeto para reduzir a carga horária semanal para 36 horas, o que contrasta com a tendência de aumento das horas trabalhadas. A proposta visa diminuir o limite atual de 52 horas. A resistência a essa mudança é reforçada pelo aumento de 23% nos lucros da divisão de dispositivos móveis da Samsung após a alteração nos horários de trabalho.
A situação evidencia um dilema entre a necessidade de aumentar a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores. Enquanto a Coreia do Sul se debate entre a ampliação da jornada e a adoção de uma semana de quatro dias, os protestos refletem a insatisfação crescente entre os trabalhadores diante das novas exigências.
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