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Tarifas de Trump pressionam siderúrgicas brasileiras e ameaçam investimentos no setor

Tarifas de aço de Trump pressionam siderúrgicas brasileiras; ArcelorMittal alerta sobre importações crescentes da China e possíveis cortes em investimentos.

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As tarifas de 25% sobre o aço importado, impostas por Donald Trump, forçaram as siderúrgicas brasileiras a vender aço mais barato nos Estados Unidos. Jorge Oliveira, presidente da ArcelorMittal Brasil, alertou que o aumento das importações de aço, especialmente da China, e a possível expiração da sobretaxa brasileira podem prejudicar investimentos no setor. Embora as vendas para os EUA ainda estejam estáveis, a concorrência com o aço chinês é uma preocupação crescente. Oliveira destacou que, se o governo brasileiro não renovar a sobretaxa, as siderúrgicas poderão cancelar investimentos significativos. A ArcelorMittal, que é uma das maiores produtoras de aço do Brasil, já planejava investir em novas linhas de produção, mas isso pode mudar se as importações não forem controladas.

O presidente da ArcelorMittal Brasil, Jorge Oliveira, expressou preocupação com o aumento das importações de aço, especialmente da China, e a iminente expiração da sobretaxa brasileira de 25% sobre o aço importado. Essa medida, imposta pelo governo de Donald Trump, forçou as siderúrgicas brasileiras a reduzirem seus preços para competir no mercado americano.

Oliveira destacou que, desde a implementação das tarifas, o aço brasileiro vendido nos Estados Unidos está entre 5% e 7% mais barato. Em 2024, a ArcelorMittal Brasil vendeu 15,1 milhões de toneladas de aço, com 44,5% das vendas destinadas à exportação, principalmente para os EUA. A subsidiária da ArcelorMittal no Alabama, que adquiriu R$ 6,7 bilhões em produtos da empresa, pode reduzir a demanda por aço brasileiro à medida que aumenta sua produção local.

Impacto das Tarifas

As tarifas de Trump ainda não afetaram a demanda pelo aço brasileiro, segundo Oliveira. Ele afirmou que os EUA não produzem o volume necessário de placas de aço e que a demanda permanece. O governo Lula tenta negociar a volta das cotas para as siderúrgicas brasileiras, mas os resultados ainda não são visíveis. Oliveira lembrou que negociações semelhantes em 2018 duraram meses.

A preocupação com as importações de aço chinês é crescente. Oliveira alertou que, se a sobretaxa não for renovada até o final de maio, as siderúrgicas brasileiras poderão cancelar investimentos, incluindo R$ 10 bilhões em expansão. Em 2024, o Brasil importou 3,3 milhões de toneladas de aço da China, um aumento significativo em relação aos anos anteriores.

Necessidade de Proteção

Oliveira enfatizou que a proteção do mercado interno é crucial. Ele sugeriu que uma solução seria taxar todo o aço importado em 25%, não apenas a quantidade que ultrapassa uma cota. A ArcelorMittal, que representa mais de 40% da produção de aço no Brasil, está em diálogo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para garantir a continuidade da sobretaxa e discutir sua ampliação.

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