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BrasilAgro reduz prejuízo e foca em controle de custos em cenário de juros altos

BrasilAgro reduz prejuízo para R$ 1,09 milhão e aumenta receita em 40%, enquanto busca oportunidades em meio a juros altos.

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A BrasilAgro (AGRO3) teve um prejuízo líquido de R$ 1,09 milhão no terceiro trimestre, uma queda significativa em relação ao prejuízo de R$ 30,1 milhões do mesmo período do ano passado. A receita líquida aumentou 40%, alcançando R$ 170,2 milhões. A empresa está focada em controlar sua dívida em um cenário de juros altos, que estão em 14,75% ao ano. O diretor financeiro, Gustavo Lopez, destacou que a companhia financia cerca de 30% de seu capital de giro e que, se precisasse financiar mais, os juros seriam altos. O Ebitda ajustado foi negativo em R$ 5,08 milhões, enquanto a soja foi a principal fonte de receita, gerando R$ 104,4 milhões. A BrasilAgro vendeu 69,1 mil toneladas de produtos agrícolas, um aumento de 27% em relação ao ano anterior. Apesar de algumas dificuldades climáticas, a empresa vê oportunidades de aquisição no mercado, especialmente com a possibilidade de pequenos produtores venderem suas terras devido à alta alavancagem. As ações da BrasilAgro caíram 2,91% no dia, mas subiram 8,40% no acumulado do ano. A empresa também está ampliando sua presença no Paraguai, buscando terras para arrendar e aumentar seu portfólio.

A BrasilAgro (AGRO3) reportou um prejuízo líquido de R$ 1,09 milhão no terceiro trimestre do ano fiscal, uma queda significativa em relação ao prejuízo de R$ 30,1 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira, dia 7. A empresa tem focado no controle da alavancagem em um cenário de juros elevados, que foram elevados pelo Banco Central para 14,75% ao ano.

O diretor financeiro e de Relações com Investidores, Gustavo Javier Lopez, destacou que a BrasilAgro costuma financiar cerca de 30% do capital de giro quando a taxa de juros está próxima de 10% ao ano. Ele alertou que, se a empresa precisasse financiar 70% ou 80%, os juros poderiam chegar a R$ 140 milhões a R$ 150 milhões. Lopez também mencionou que, apesar do debate sobre o novo orçamento, as margens devem permanecer semelhantes ou ligeiramente melhores que no ano anterior.

Resultados Financeiros

O Ebitda (lucro antes de juros e impostos) ajustado foi negativo em R$ 5,08 milhões, em comparação com um resultado positivo de R$ 5,6 milhões no ano anterior. A receita líquida cresceu 40%, alcançando R$ 170,2 milhões, contra R$ 121,7 milhões no mesmo trimestre do ano passado. A BrasilAgro comercializou 69,1 mil toneladas de produtos agrícolas, um aumento de 27% em relação ao ano anterior.

A soja foi o principal produto, gerando R$ 104,4 milhões em receita, um crescimento de 21%. O CEO, André Guillaumon, acredita que o atual cenário de juros pode criar oportunidades no mercado imobiliário rural, com muitos produtores alavancados podendo precisar vender suas propriedades.

Medidas Adotadas

Para enfrentar os juros altos, a BrasilAgro implementou um controle rigoroso de estoques e busca condições de crédito mais vantajosas. Lopez afirmou que a empresa é considerada um bom pagador, o que facilita o acesso a crédito mais barato. A receita do setor pecuário cresceu 65%, passando de R$ 5,5 milhões para R$ 9,1 milhões.

As ações da BrasilAgro caíram 2,91%, fechando a R$ 20,38 cada, mas acumulam alta de 8,40% no ano. A empresa continua a diversificar geograficamente, com foco na ampliação do portfólio de terras, especialmente no Paraguai, onde vê um cenário promissor para aquisições.

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