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ETFs são soluções acessíveis, mas não são ideais para investidores sofisticados, diz especialista

ETFs são uma opção acessível, mas Alexandre Rezende alerta que não são ideais para investidores sofisticados devido à concentração do Ibovespa.

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Alexandre Rezende, da Oceana Investimentos, afirmou que os ETFs, que são fundos de índice, não são a melhor opção para investidores mais experientes. Ele explicou que o Ibovespa, que é o principal índice do Brasil, é muito focado em commodities e bancos, o que não reflete bem a economia do país. Rezende destacou que, no Brasil, as gestoras costumam ter um desempenho melhor do que nos Estados Unidos, onde muitos gestores não conseguem superar os índices. Ele acredita que os ETFs são uma boa solução para investidores que não têm conhecimento suficiente para escolher um bom gestor, mas não são ideais para quem pode acessar gestões mais eficientes. O patrimônio em ETFs no Brasil chegou a R$ 55,47 bilhões, com a maior parte vindo de investidores institucionais. Rezende também mencionou que a concentração do Ibovespa em poucos setores pode ser um problema, e que a situação poderia melhorar se o índice fosse mais equilibrado.

Os ETFs (fundos de índice) têm ganhado destaque no Brasil, com um patrimônio que alcançou R$ 55,47 bilhões em março. Alexandre Rezende, sócio-fundador da Oceana Investimentos, afirmou que esses instrumentos são mais adequados para investidores menos sofisticados. Ele participou do TAG Summit, realizado em São Paulo, no dia 7 de maio.

Rezende destacou que o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, é concentrado em commodities e bancos, o que limita sua representatividade da economia nacional. “O ETF é uma solução barata e de fácil acesso para resolver o problema de investidores que não têm estrutura para selecionar um gestor adequadamente”, disse.

Apesar da popularidade dos ETFs, Rezende acredita que investidores mais experientes podem obter melhores resultados com gestoras que superam o desempenho dos índices. Ele observou que, nos Estados Unidos, muitos gestores não conseguem superar o S&P 500, enquanto no Brasil a situação é diferente.

O BOVA11, que replica o Ibovespa, é um dos ETFs mais negociados no país. Rezende apontou que a concentração em commodities e bancos representa quase 40% da carteira teórica do índice, o que não reflete a economia brasileira de forma equilibrada. “Os ETFs poderiam se tornar mais atrativos se o Ibovespa fosse mais equilibrado”, afirmou.

Executivos de grandes gestoras, como Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset, e James Oliveira, sócio-fundador da Vinland Capital, também discutiram o futuro da indústria de fundos. Funchal mencionou a tendência de combinar diferentes classes de ativos, enquanto Oliveira ressaltou a importância de estar preparado para diversos cenários econômicos.

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